Técnicas de vendas para vender mais sem parecer insistente
O cliente está interessado. Você explica o serviço, responde as dúvidas, mostra o que já fez. Chega a hora do preço e do fechamento, e você suaviza: qualquer coisa me chama, sem pressa, pensa com calma. Ele agradece e some. Não houve recusa. Houve uma oferta que nunca chegou a ser feita.
O medo tem nome e endereço: virar o vendedor que liga na hora do almoço, o que insiste depois do não, o que fala sem ouvir. Para não ser aquilo, você recua até o outro extremo. E o extremo oposto do insistente é quem deixa dinheiro na mesa todo mês e chama isso de respeito pelo cliente.
Adeus, Empurrão coloca a oferta dentro da conversa, no lugar onde ela conclui um raciocínio. Quem pergunta antes, escuta e só então propõe está fechando uma linha de pensamento que o próprio cliente começou. Quem abre com o discurso pronto está interrompendo alguém. A frase dita pode ser idêntica nos dois casos.
Boa parte do livro trata do que acontece antes: a pergunta que revela o que a pessoa quer resolver, o silêncio depois do preço, o momento em que o desconto sai da boca sem ninguém ter pedido. Desejo se constrói na escuta. Pressão é o que sobra quando escuta nenhuma aconteceu.
A recusa aparece com destaque, porque é ela que trava a oferta na garganta. Um cliente que diz não custa pouco quando o mês não depende dele — e a confiança construída na conversa é o que faz alguém voltar meses depois, ou mandar outra pessoa no seu lugar.
Insistir e oferecer são movimentos diferentes. Quem cala a oferta para não incomodar deixa a decisão sem informação, e o cliente vai embora achando que aquilo não era para ele.
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