As linguagens do amor para quem é pouco demonstrativo — mostre o afeto
Você sente. A saudade aperta, a preocupação acorda de madrugada, a vontade de cuidar organiza boa parte do que você faz. Na hora de mostrar, alguma coisa fecha. A frase perde força no caminho, o abraço sai curto, e o eu te amo fica esperando um momento que nunca parece o adequado.
Quem está do outro lado trabalha com o que recebe, não com o que você sente e guarda. Essa diferença cria um mal-entendido silencioso: a pessoa que você mais ama pode estar se sentindo menos amada do que é, e você nem fica sabendo, porque ela também não sabe dizer.
A origem costuma ser doméstica. Casa onde ninguém tocava nesse assunto, pai que demonstrava pelo trabalho, mãe que cuidava sem nomear o cuidado. Você aprendeu a linguagem que existia ali. Ela funciona para algumas pessoas e passa despercebida por outras, que precisam ouvir para acreditar.
Amar Sem Saber Dizer parte de uma restrição: você não vai virar uma pessoa expansiva, e não precisa. O que dá para construir é um formato de demonstração que sobrevive ao seu jeito. O gesto que você já faria, dito em voz alta. A mensagem curta enviada na hora certa. A pergunta que mostra que você prestou atenção.
Existe também o outro lado do desencontro: reconhecer a forma como o outro demonstra. Muita reclamação de falta de amor é falta de tradução. Aprender a ler o afeto que chega em outro idioma resolve boa parte do problema sem exigir que ninguém mude de personalidade.
Quem ama em voz baixa ama no mesmo tamanho. Só num volume que a outra pessoa nem sempre consegue escutar do lugar onde está.
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