Mantenha a fé firme nas transições da vida e reencontre o propósito
A caixa com as suas coisas saiu do escritório numa sexta. Ou foi a mudança de cidade, o resultado do exame, o quarto do filho vazio, a aliança guardada na gaveta. O que era rotina virou pergunta aberta em uma semana.
O que mais desorienta não é a perda em si. É perceber que as referências usadas para decidir qualquer coisa balançaram junto. Você repete o que sempre acreditou e o som sai diferente. A oração que acalmava agora parece conversa com o teto.
Nesse ponto costuma aparecer a pressão para pensar positivo, agradecer pela lição e seguir em frente. Quem está na travessia sabe que isso não segura ninguém. Otimismo depende de previsão. Âncora funciona no escuro, sem previsão nenhuma.
Âncora em Mar Revolto acompanha esse período pelo lado de dentro. Trata de sentido antes de tratar de saída: por que a mudança abala a fé junto com a agenda, o que acontece com a esperança quando ninguém dá prazo, e como as figuras da Bíblia atravessaram trechos longos sem enxergar a margem.
A âncora não interrompe a onda. Ela impede que você seja levado para onde não quer ir enquanto a onda passa. O deslocamento é pequeno e muda o dia: você para de exigir a calmaria como condição para voltar a viver.
A âncora não acaba com a tempestade. Ela decide onde você vai estar quando a tempestade passar.
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