Vença o isolamento na terceira idade — para quem se sente só
O almoço está pronto e a mesa está posta só para você. A televisão fica ligada para a sala não ficar em silêncio. O telefone, que já tocou muito, passa dias quieto. Nada disso foi decidido. Foi acontecendo.
Os filhos seguiram a vida, o que era para acontecer mesmo. Amigos morreram ou se afastaram. A agenda foi ficando rala sem que houvesse um dia específico em que ela esvaziou. O que pesa agora tem nome próprio: não é ficar sozinho, é sentir que a sua ausência não seria notada.
A Cadeira ao Lado parte de uma constatação simples: fazer amizade nesta fase é diferente, e continua possível. Os lugares mudaram, os motivos de encontro mudaram, e o repertório que servia na vida de trabalho não serve aqui.
As saídas propostas são pequenas de propósito, porque a coragem também vem em porção pequena. Retomar contato com quem sumiu. Aparecer no mesmo lugar em dias fixos até virar rosto conhecido. Aceitar o convite que você costuma recusar. Vínculo se faz por repetição.
A solidão desta fase não vem da falta de gente por perto. Vem da falta de alguém para quem a sua presença faça diferença naquele dia.
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