Capa do livro O Cliente Certo Te Procura, de Mariovaldo Carrilho — sobre nicho e atração de clientes

O Cliente
Certo Te Procura

Consultoria: defina o nicho e atraia clientes — para iniciantes

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A resposta que você dá quando perguntam o que você faz

Perguntam o que você faz. Você responde com uma lista: gestão, processos, um pouco de marketing, o que o cliente precisar. A pessoa acena, muda de assunto, e no mês seguinte indica outro consultor para o trabalho que era exatamente o seu. Ela não desconfiou de você. Ela não conseguiu guardar você em lugar nenhum.

Generalista compete pela única variável que qualquer comprador entende sem esforço: preço. Quando ninguém sabe dizer no que você é melhor, sobra o número da proposta. Aí entra o desconto, entra o projeto que não combina, entra a agenda cheia de trabalho barato e a sensação de correr muito para chegar ao mesmo lugar.

O medo que sustenta isso tem nome: recusar um cliente parece jogar dinheiro fora. Mariovaldo Carrilho ataca a conta pelo outro lado. Cada projeto fora de eixo consome as horas que construiriam repertório, caso e reputação em um assunto só. O custo do sim indevido não aparece na fatura do mês. Aparece no ano seguinte.

Nicho, aqui, é decisão de linguagem antes de ser decisão de mercado. Você escolhe o problema que sabe descrever melhor do que o próprio cliente descreveria, e passa a falar dele com o vocabulário de quem já viveu aquilo por dentro. Quem tem esse problema reconhece a descrição e para de comparar orçamento.

A escolha estreita a porta e encurta o caminho até ela. Menos gente entende o que você faz. Quem entende chega decidido, com o problema já formulado e com menos disposição para pechinchar. O Cliente Certo Te Procura trata dessa troca e do que ela exige de quem está começando.


Este é o seu retrato se...

Você aceita quase tudo com medo de ficar sem trabalho
O projeto entra na agenda antes de você perguntar se combina. Depois vem a entrega arrastada e a margem que não fecha.
Perguntam o que você faz e a resposta sai longa
Você explica em várias frases e percebe que perdeu a pessoa no meio da explicação. Ninguém repete depois o que você disse.
Seus orçamentos travam sempre na mesma pergunta de preço
O cliente compara com outro nome e pede desconto. A conversa nunca chega ao que você resolve.
Você atrai justamente quem valoriza menos o seu trabalho
Chega quem procura barato e some quem procura resolver. E a culpa parece ser da sua divulgação.

As decisões que separam o consultor lembrado do consultor genérico

1
Por que atender todo mundo empurra qualquer conversa para o preço
2
Como escolher um nicho a partir do que você já resolveu bem, e não do que parece dar dinheiro
3
O critério para recusar um projeto sem sentir que deixou dinheiro na mesa
4
A diferença entre descrever o que você faz e descrever o problema que o cliente tem
5
Como o vocabulário do cliente ideal muda a sua apresentação, a sua proposta e o seu site
6
O que acontece com a agenda nos primeiros meses depois de estreitar a porta

Falar com todo mundo é a forma mais educada de não ser lembrado por ninguém. O cliente certo só encontra você quando você para de tentar caber em todas as buscas.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Escolher um nicho não reduz o meu mercado?
Reduz quem considera você e aumenta a proporção de quem chega decidido. Um mercado menor com reconhecimento vale mais do que um mercado amplo em que ninguém sabe o que você faz. O livro trata o estreitamento como troca consciente, com o que se ganha e o que se perde.
Serve para consultoria de qualquer área?
O texto usa consultoria de gestão, de pessoas e de imagem como exemplos, porque o erro se repete em todas elas. A decisão de nicho independe da especialidade técnica. Quem presta serviço profissional e vive de indicação encontra o mesmo raciocínio aplicável.
E se eu escolher o nicho errado?
A escolha é tratada como reversível, e os sinais de que ela não está funcionando aparecem descritos: conversa que não avança, cliente que não se reconhece na descrição, indicação que não chega. Ajustar cedo custa pouco. O caro é adiar a decisão por anos.
Preciso investir em anúncios para aplicar isso?
A parte tratada aqui vem antes da mídia. Anúncio amplifica a mensagem que existe. Com mensagem genérica, ele amplifica a confusão e encarece cada contato. Primeiro se define para quem você fala, depois o canal.
É para quem está começando ou para quem já tem carteira?
O recorte é o consultor no início, que ainda aceita tudo por insegurança. Quem já tem carteira costuma usar o mesmo material para podar clientes que não compensam, mas o texto foi escrito pensando em quem ainda está montando a primeira lista.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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