Capa do livro Cobre o Que Você Vale, de Mariovaldo Carrilho — sobre precificação de serviços criativos

Cobre o Que Você Vale

Precificação de serviços criativos: cobre pelo seu talento

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

O preço que sai da boca é menor do que o pensado

O cliente pergunta quanto fica. Você já tinha o valor na cabeça, calculado com calma na noite anterior. Na hora de falar, alguma coisa desce e sai um número menor. Você percebe na hora, e ainda emenda um desconto que ninguém pediu, só para preencher o silêncio do outro lado.

O desconto antecipado tem função: encurta o desconforto. Enquanto o cliente pensa, você imagina que ele está achando caro e corrige o preço antes de ouvir qualquer objeção. O que era negociação vira monólogo. Você negocia contra si mesmo antes de o outro abrir a boca.

Quem vende talento não tem prateleira para justificar preço. O trabalho parece rápido porque os anos que o tornaram rápido não aparecem na entrega. Mariovaldo Carrilho trata essa invisibilidade como problema de leitura: o cliente enxerga o resultado, enquanto o custo real está na formação, na revisão, no retrabalho e no tempo que nunca foi cobrado de ninguém.

Precificação, aqui, é conversa antes de ser conta. O mesmo orçamento apresentado com firmeza e sem pedido de desculpas recebe outra resposta. E existe roteiro para o pedido de desconto: o que sai do escopo quando o preço cai, e por que escopo e valor precisam andar juntos.

Dizer não ao trabalho que não compensa libera a agenda para o que compensa. É a parte que quase ninguém faz, porque parece arriscada quando a conta aperta. Cobre o Que Você Vale mede o risco dos dois lados: o de perder um projeto e o de encher o ano com projetos que sustentam o cansaço e não a conta.


Estas cenas provavelmente já aconteceram com você

Você dá desconto antes de alguém pedir
O silêncio do cliente parece recusa. Você preenche com um abatimento que ninguém tinha solicitado.
Você trava na hora de dizer o valor em voz alta
No papel a conta está resolvida. Na conversa, a voz sai insegura e o preço encolhe junto.
Você entrega muito e termina o mês sem folga no caixa
A agenda ficou cheia, o trabalho ficou bom, e a conta não fechou.
Você aceita projeto que já sabe que não compensa
Diz sim com medo do vazio na agenda. Depois passa semanas preso a um trabalho que consome mais do que paga.

Como o preço deixa de ser um número que você teme dizer

1
Por que profissionais criativos cobram abaixo do que entregam mesmo sabendo o valor do próprio trabalho
2
O que precisa entrar na conta além das horas gastas na execução
3
Como apresentar um orçamento sem se desculpar e sem antecipar desconto
4
O que responder ao cliente que pechincha, e o que sai do escopo quando o preço cai
5
Os sinais de que um projeto vai custar mais do que paga, visíveis antes do aceite
6
A relação entre síndrome do impostor e preço baixo, e como uma alimenta a outra

O cliente não define o seu preço. Ele decide se aceita. Quando você corrige o valor antes de ouvir a resposta, tira dele a decisão e assume sozinho uma recusa que ainda não aconteceu.

O que os leitores perguntam sobre este livro

O livro entrega uma fórmula de cálculo de preço?
Ele trata dos elementos que precisam entrar na conta: tempo de execução, experiência acumulada, custo fixo do negócio e o valor que o trabalho gera para quem contrata. A conta muda conforme o ofício, então o livro ensina a montá-la em vez de entregar uma fórmula pronta.
Serve para qual tipo de profissional?
Para quem vende trabalho autoral e não estoque: design, redação, fotografia, audiovisual, ilustração, consultoria criativa. O ponto comum é o preço depender de percepção de valor, com pouca referência pública de mercado para ancorar a conversa.
E se eu aumentar o preço e perder clientes?
Parte deles sai, e o texto não esconde isso. Costuma sair justamente quem comprava por preço e ocupava a maior fatia da agenda. O livro trata da transição e de como sustentar o novo patamar enquanto a carteira se recompõe.
É um livro de vendas agressivas?
A abordagem vai na direção oposta. O foco está em dizer o valor com clareza e sustentar a conversa que vem depois. Nenhuma técnica de pressão substitui a segurança de quem sabe o que está entregando.
Preciso ter empresa formalizada para aplicar?
Formalização não é requisito. O raciocínio serve para autônomo, freelancer e estúdio pequeno. O que ela muda é a estrutura de custos que entra na conta, e o livro indica onde esse ajuste acontece.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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