Capa do livro A Coleira no Cabide, de Leliane Calegari — sobre o luto pela perda de um pet

A Coleira no Cabide

Atravesse o luto pela perda do seu pet — para quem perdeu um amigo

eBook Kindle Leliane Calegari · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A casa ficou silenciosa e ninguém entende o tamanho disso

Você chega e ninguém corre até a porta. A tigela continua no canto da cozinha porque tirar dali exige uma decisão que você ainda não tomou. A coleira segue pendurada no cabide.

A dor tem uma complicação a mais: ela não é reconhecida. Você ouve que era só um bicho, que basta arrumar outro, que logo passa. Então você chora sozinho e aprende a não tocar no assunto no trabalho.

Luto que ninguém reconhece não encontra o espaço que os outros lutos encontram. Não há licença, nem pêsame, nem a pergunta de como você está. A Coleira no Cabide começa por devolver esse espaço: o nome da perda e o direito de sentir o tamanho que ela tem.

Depois o livro acompanha o que vem. As ondas de saudade que chegam no corredor do supermercado. O horário do passeio que o corpo ainda cobra. A culpa por decisões tomadas no fim. E o ponto em que a lembrança para de doer e passa a confortar, sem que você tenha feito nada para apressar isso.


Você vai se reconhecer se...

Você não conseguiu guardar as coisas dele
A tigela, a caminha e o brinquedo continuam no lugar. Mexer parece encerrar alguma coisa.
Você ouviu que era só um animal
A frase veio de quem gosta de você. E mesmo assim ela fechou o assunto.
Ao acordar existe um instante em que você não lembra
Ele acaba logo. E aí a perda chega de novo, inteira, como no dia.
Você carrega culpa por alguma decisão do fim
A escolha do momento, o exame que não foi feito, a espera. Você revisita isso sem chegar a lugar nenhum.

O que acontece com quem perde um animal de estimação

1
Por que este luto encontra menos espaço que outros e o que isso provoca em quem sente
2
As ondas de saudade que chegam fora de hora, e o que costuma dispará-las
3
O que fazer com os objetos que ficaram, e quando mexer neles
4
A culpa pelas decisões do fim, inclusive a de interromper o sofrimento
5
Como responder a quem minimiza a perda sem entrar em discussão
6
O caminho da saudade que dói até a lembrança que conforta

A rotina inteira passava por ele. Acordar, sair, chegar, dormir. Quando ele vai embora, o que se rompe não é só o afeto — é o desenho do seu dia.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Quanto tempo dura um luto assim?
Não existe duração correta, e o livro não sugere nenhuma. O que ele descreve são as fases e o que costuma acontecer em cada uma, para que você reconheça onde está sem se cobrar por não ter avançado.
Devo adotar outro animal?
A pergunta aparece cedo e quase sempre vem de fora. O livro trata do que muda quando a decisão nasce do vazio e do que muda quando ela nasce do espaço já aberto, sem apontar o momento certo, que é de cada um.
Serve para quem perdeu o animal há bastante tempo?
Perda que não teve espaço para ser sentida costuma voltar depois, às vezes colada a outro assunto. O texto foi escrito para quem está no início e também para quem carrega um luto que ficou pela metade.
É um livro religioso?
Não há doutrina nem promessa sobre o que vem depois da morte. O texto trata da experiência de quem ficou. Quem tem fé encontra espaço para ela, e quem não tem não esbarra em nada.
Como ajudar alguém que está passando por isso?
A parte sobre frases prontas serve a quem acompanha. O que ajuda é reconhecer o tamanho da perda e ficar por perto, sem oferecer substituição e sem estipular prazo para a pessoa melhorar.

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Sobre o Autor
Leliane Calegari

Leliane Calegari escreve sobre organização e rotina, vida digital, finanças do dia a dia, limites e dinâmica familiar.

Seu recorte é o cotidiano de quem carrega o funcionamento da casa: a pendência que não sai da cabeça, o arquivo que some, o cuidado que sobra para uma pessoa só.

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