Tomem boas decisões no casamento sem brigar — para escolhas a dois
A conversa começou sobre mudar de cidade. Em pouco tempo já estava em outro lugar: o que você falou no Natal passado, a vez em que ele decidiu sozinho, o tom que ela usou agora. A decisão continua na mesa, intacta. Vocês estão discutindo tudo, menos ela.
O formato é o problema. Colocada como disputa, a decisão só tem dois desfechos: alguém cede e guarda o ressentimento, ou alguém insiste e vira o culpado pelo que der errado. Nos dois casos a conta chega depois, com juros, na discussão seguinte.
Anderson Chipak muda a geometria da conversa. Os dois do mesmo lado da mesa, a decisão do outro lado. Isso exige coisas concretas: dizer o que você quer sem rodeio, ouvir o que o outro quer sem preparar a réplica, e separar o interesse real do primeiro pedido — que quase nunca são a mesma coisa.
Casal nenhum para de discordar. O que muda é o que a discordância produz. Decidir Sem Brigar trata de acordos que os dois conseguem sustentar depois, inclusive do que fazer quando um dos dois deixa de sustentar o que foi combinado.
Quando o casal decide de lados opostos, a decisão vira placar. E quem venceu hoje paga a conta na próxima discussão.
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