Por que a ciência moderna, longe de refutar Deus, está revelando Suas digitais no universo?
Você foi apresentado a uma escolha: de um lado o laboratório, do outro a igreja. Ninguém explicou quando essa divisão foi feita, nem por quem, nem a serviço de que argumento. Ela circula como se fosse tão antiga quanto a própria ciência. É bem mais nova do que isso, e foi construída de propósito.
Newton dedicou à teologia mais tempo do que à óptica. Kepler descrevia a astronomia como um modo de acompanhar o raciocínio do Criador. Pascal era matemático antes de ser apologista, e as duas coisas nunca se separaram na cabeça dele. A ciência moderna nasceu dentro de uma convicção: o universo é ordenado porque saiu de uma mente.
Deus e o Laboratório segue as descobertas recentes até onde elas levam. Um universo com começo pede uma causa que não pertença a ele. Constantes físicas ajustadas dentro de uma faixa estreita pedem explicação. E informação codificada dentro de uma célula tem, em toda experiência conhecida, origem inteligente.
O livro mantém a distinção que a discussão costuma perder. A ciência descreve o mecanismo, e faz isso bem. Ela não foi construída para responder por que o mecanismo existe, nem por que existe alguém capaz de descrevê-lo. Confundir os dois territórios produz mau ateísmo e má teologia com a mesma facilidade.
O convite é seguir a razão até o fim, sem parar antes por conforto e sem trocar de assunto quando o argumento vira. Fé cega não aparece em nenhuma página. O que aparece é uma fé disposta a fazer as perguntas difíceis e a aguentar as respostas que vierem delas.
A ciência responde como o universo funciona. Ela nunca prometeu responder por que existe algo em vez de nada. A confusão entre as duas perguntas alimenta a briga inteira.
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