Capa do livro Dois Bolsos, Uma Paz, de Graciele Faria — sobre separar o dinheiro pessoal do dinheiro do negócio

Dois Bolsos, Uma Paz

Separe o dinheiro pessoal do negócio — para o empreendedor solo

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Você movimenta dinheiro o mês inteiro e não sabe o resultado

A semana vendeu bem, então você passou o cartão da empresa no mercado. Na quarta faltou para o fornecedor e você cobriu com o cartão pessoal. As duas coisas aconteceram e nenhuma foi anotada. No fim do mês existe movimento, existe cansaço, e não existe resposta para a única pergunta que importa.

O problema não é falta de disciplina. É de encanamento. Enquanto tudo entra e sai pelo mesmo cano, nenhuma conta distingue faturamento de lucro, nem despesa da empresa de compra de casa. Fica a sensação de estar girando, sem meio de confirmar se você está ganhando, empatando ou financiando o próprio emprego.

O pró-labore é onde isso se resolve na prática. Um valor definido, com data, que sai da empresa e entra na sua conta — e encerra a retirada por impulso a cada semana boa. Enquanto a sua remuneração for o que sobrar no caixa, o negócio nunca terá custo de mão de obra, e o resultado que ele mostra será sempre falso.

Dois Bolsos, Uma Paz monta essa separação a partir do zero, com o que você já tem: uma segunda conta, uma regra de retirada, um lugar para o dinheiro que a empresa precisa guardar. Nada de estrutura contábil. O objetivo é você conseguir dizer, em qualquer dia do mês, quanto daquele saldo é seu e quanto é dela.

A paz do título vem daí. Com os bolsos separados, a decisão fica curta: dá para comprar isso, ou não dá. Sem a divisória, toda escolha de gasto é tomada no escuro, e a dúvida sobre o negócio nunca fecha.


Você vai se reconhecer aqui se...

A conta da empresa e a sua conta são a mesma coisa
Um cartão só, um saldo só. Na hora de apurar o resultado, não há como separar.
Você tira dinheiro conforme a semana vai
Vendeu bem, retira mais. Vendeu pouco, deixa lá. O valor muda todo mês e nunca vira regra.
Você cobriu o caixa da empresa com dinheiro pessoal
Foi só dessa vez. Depois foi mais uma vez, e ninguém registrou nenhuma delas.
Você não sabe dizer se o negócio dá lucro
Tem movimento, tem cliente, tem trabalho. O resultado continua sendo uma impressão.

O que muda quando o dinheiro da empresa para de morar com o seu

1
Como abrir a separação entre as duas contas começando pelo que você já tem hoje
2
O jeito de definir um pró-labore que a empresa aguenta pagar e você consegue viver com ele
3
A diferença entre faturamento, caixa e lucro — e por que confundi-los dá a impressão de estar indo bem
4
O que fazer com o dinheiro que a empresa precisa guardar para imposto, reposição e mês fraco
5
Como registrar retirada, aporte e despesa mista sem virar tarefa diária de contador
6
O ponto em que o negócio começa a sustentar você em vez de depender do seu dinheiro pessoal

Enquanto o dinheiro da empresa dormir na mesma conta que o seu, o resultado dela é opinião. Separar os bolsos é o que transforma essa opinião em conta que dá para conferir.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Preciso de CNPJ para aplicar o que está no livro?
A separação começa com duas contas e uma regra de retirada, e funciona também para quem ainda atua como pessoa física. Formalizar muda a parte tributária e deixa o princípio intacto.
E se o negócio não tiver caixa para pagar um pró-labore?
Isso já é uma resposta do diagnóstico. O livro trata do que fazer quando o valor que a empresa aguenta não cobre a sua vida — e do que essa diferença está dizendo sobre preço, custo ou volume de vendas.
Vou precisar de sistema ou planilha complicada?
O controle proposto cabe em uma folha. A divisória é o que resolve; planilha sofisticada sobre bolso único continua entregando resultado misturado.
Serve para quem trabalha sozinho, sem funcionário?
Foi escrito para esse caso. Quem toca tudo sozinho é justamente quem acumula as duas vidas financeiras no mesmo bolso, porque não existe ninguém entre a pessoa e o caixa.
O livro fala sobre precificação?
Entra na medida em que a separação revela o problema. Quando o pró-labore aparece como custo, muitos preços deixam de fechar — e o livro mostra o que fazer com essa descoberta.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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