Separe o dinheiro pessoal do negócio — para o empreendedor solo
A semana vendeu bem, então você passou o cartão da empresa no mercado. Na quarta faltou para o fornecedor e você cobriu com o cartão pessoal. As duas coisas aconteceram e nenhuma foi anotada. No fim do mês existe movimento, existe cansaço, e não existe resposta para a única pergunta que importa.
O problema não é falta de disciplina. É de encanamento. Enquanto tudo entra e sai pelo mesmo cano, nenhuma conta distingue faturamento de lucro, nem despesa da empresa de compra de casa. Fica a sensação de estar girando, sem meio de confirmar se você está ganhando, empatando ou financiando o próprio emprego.
O pró-labore é onde isso se resolve na prática. Um valor definido, com data, que sai da empresa e entra na sua conta — e encerra a retirada por impulso a cada semana boa. Enquanto a sua remuneração for o que sobrar no caixa, o negócio nunca terá custo de mão de obra, e o resultado que ele mostra será sempre falso.
Dois Bolsos, Uma Paz monta essa separação a partir do zero, com o que você já tem: uma segunda conta, uma regra de retirada, um lugar para o dinheiro que a empresa precisa guardar. Nada de estrutura contábil. O objetivo é você conseguir dizer, em qualquer dia do mês, quanto daquele saldo é seu e quanto é dela.
A paz do título vem daí. Com os bolsos separados, a decisão fica curta: dá para comprar isso, ou não dá. Sem a divisória, toda escolha de gasto é tomada no escuro, e a dúvida sobre o negócio nunca fecha.
Enquanto o dinheiro da empresa dormir na mesma conta que o seu, o resultado dela é opinião. Separar os bolsos é o que transforma essa opinião em conta que dá para conferir.
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