Capa do livro Enxaqueca sob Controle, de Mariovaldo Carrilho — sobre as fases da crise e o que fazer no início

Enxaqueca sob Controle

Identifique gatilhos da enxaqueca e reduza as crises da dor de cabeça

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A crise tem começo. Você só costuma perceber no meio.

A luz do escritório começa a incomodar. Você fecha um olho sem perceber, sente o pescoço travado, procura uma palavra simples e ela não vem. Pouco depois a dor está instalada e o dia acabou. O que você chamou de começo já era o meio. O corpo vinha sinalizando havia horas, num vocabulário que passa despercebido.

Enxaqueca não se resume à dor. Há a fase que antecede, com bocejo repetido, vontade estranha de doce, humor curto e rigidez na nuca. Há a aura, que nem sempre aparece e nem sempre é visual. Há a dor propriamente dita. E há o dia seguinte, arrastado, em que você ainda não é você. Cada fase pede uma conduta diferente.

Enxaqueca sob Controle trabalha essa linha do tempo. Reconhecer a fase inicial abre uma janela curta em que a conduta ainda muda o tamanho da crise: onde você se coloca, o que interrompe, o que evita, o que combina antecipadamente com o seu médico. Depois que a dor se instala por completo, a mesma conduta rende bem menos.

A conta que a enxaqueca cobra não termina quando a dor passa. Ela aparece na reunião remarcada, no convite recusado por precaução, na paciência que acabou antes da noite, na explicação que você repete para quem trata a dor como exagero. Parte do desgaste vem de organizar a vida inteira em torno de uma crise que pode ou não vir.

O livro também trata do que não é enxaqueca. Cefaleia em salvas, dor que muda de padrão, dor acompanhada de sintoma que nunca tinha aparecido. Distinguir a sua dor de sempre de um sinal novo é o que separa a conduta em casa da ida ao consultório, e essa distinção pertence ao médico, com a sua descrição na mão.


Isto se repete com você se...

Você percebe a crise quando ela já está instalada
O aviso passou de manhã: pescoço duro, sono ruim, humor curto. Só faz sentido depois.
Você já ouviu que a sua dor é exagero
Alguém sugeriu que é falta de descanso, ou de vontade. Você parou de explicar.
O medo da próxima crise organiza a sua agenda
Você aceita compromisso com reserva mental e anda com remédio na bolsa por precaução.
O dia seguinte também está comprometido
A dor passou e ficou a lentidão. Você continua funcionando abaixo do normal, e esse dia ninguém conta.

As fases da crise e o que fazer em cada uma

1
Os sinais que costumam preceder a dor em horas — bocejo, rigidez de nuca, humor e apetite fora do comum
2
O que a aura é, por que nem toda crise tem uma e por que ela nem sempre se manifesta na visão
3
A janela inicial da crise e a diferença que a conduta faz enquanto ela ainda está aberta
4
Por que a fase seguinte à dor deixa você lento e encurta um dia que parecia recuperado
5
O custo que a dor recorrente cobra do trabalho, da convivência e do humor, fora as horas na cama
6
Sinais que apontam para outros quadros de cefaleia e o momento de levar a dor ao consultório

A crise não começa quando a dor aparece. Enquanto você reconhece a fase inicial, ainda existe conduta possível; depois que a dor toma conta, sobra esperar.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Isto substitui consulta médica?
O livro não indica medicamento nem dose. Enxaqueca é diagnóstico e conduta médica, e nada aqui ocupa esse lugar. O que ele organiza é a sua observação: reconhecer as fases, descrever o que acontece e chegar à consulta com informação em vez de lembrança vaga.
Qual a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça comum?
Enxaqueca envolve mais do que dor: costuma vir com náusea, incômodo com luz, som ou cheiro, e tem uma fase anterior e outra posterior ao pico. O livro descreve essas características para que você as reconheça. A classificação do seu caso continua sendo do médico.
Já anoto minhas crises. O livro repete isso?
O foco aqui é a crise em curso: as fases, a janela inicial e o que fazer dentro dela. Rastrear gatilhos e conduzir a crise são trabalhos diferentes e se complementam. Um registro que já existe torna a leitura mais direta.
Serve para quem tem crise com aura?
A aura recebe um capítulo próprio, porque é o aviso mais nítido que existe e o mais desperdiçado. Quem tem aura ganha um intervalo de reconhecimento que costuma passar em branco. Quem não tem trabalha com os sinais da fase anterior à dor.
E se a minha dor não melhorar com nada disso?
Dor que não responde, que muda de padrão ou que vem com sintoma novo é assunto de consultório, e o livro afirma isso de forma direta. Não há promessa de fim das crises — há um jeito de reduzir o estrago de cada uma e de chegar mais bem informado ao médico.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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