Saia da paralisia na tomada de decisão — para quem calcula sem fim
A lista de prós e contras já está na terceira versão. Você acrescentou uma coluna, mudou os pesos, abriu duas abas novas de pesquisa e continua no mesmo lugar da semana passada. A decisão não ficou mais clara. Ficou maior. Cada dado que entra abre uma pergunta que antes não existia.
Quando a análise não termina, o problema raramente é falta de dado. É que a conta nunca vai fechar: nenhuma escolha real vem com certeza embutida, e você segue procurando a versão do problema em que ela venha. Enquanto procura, a espera parece responsável. Por fora, ninguém percebe nada. Por dentro, o prazo corre igual.
Escolher com Sabedoria ataca esse mecanismo. Separa a informação que muda a decisão da informação que apenas adia. Define quando já existe material suficiente, o que fazer com o que vai continuar desconhecido e como reconhecer o momento em que analisar virou uma forma de não escolher.
Boa parte do que trava a escolha não aparece como medo. Aparece como critério: falta pesquisar mais um caso, falta ouvir mais uma opinião, falta um sinal. O livro identifica os critérios que só existem para adiar e coloca na conta o custo que ninguém contabiliza, o de continuar parado. Decidir errado tem conserto: você percebe, ajusta, segue. Não decidir também decide, por omissão e sem data marcada.
Nenhuma escolha real vem com certeza embutida. Procurar a versão do problema em que ela venha é o jeito mais educado de não decidir.
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