Capa do livro Falar a Verdade em Amor, de Mariovaldo Carrilho — sobre conversas difíceis e assertividade

Falar a Verdade em Amor

Desenvolva a comunicação assertiva e encare conversas difíceis

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

O que você não disse continua dentro da relação

A reunião em que você discordava de tudo e ficou quieto. A conversa com o seu cônjuge que muda de assunto sozinha toda vez que chega perto. O amigo que passou do ponto e ouviu de você que estava tudo bem. Nenhuma dessas conversas aconteceu, e todas continuam abertas, ocupando espaço.

Silêncio compra paz curta e cobra juros. O assunto sai da mesa e não sai da cabeça. Ele volta como irritação por motivo pequeno, resposta seca, distância que ninguém sabe explicar. Quando enfim é dito, sai grande demais para o tamanho do fato, e a outra pessoa reage ao tamanho, não ao conteúdo.

A diferença está no momento e no recorte. Falar cedo permite falar pequeno: um comportamento, uma situação, um pedido. Falar tarde obriga a resumir meses num parágrafo, e todo resumo de mágoa vira julgamento sobre quem a pessoa é. Descrever o fato e nomear o efeito dele em você mantém a conversa num terreno que dá para discutir.

O mesmo mecanismo opera na sala de reunião. Concordar com o que você acha errado protege o clima daquela hora e produz decisão ruim, retrabalho e comentário no corredor. Discordar cedo, sobre o ponto e não sobre a pessoa, custa um desconforto curto e evita semanas de conserto.

Falar a Verdade em Amor não promete que a outra pessoa receba bem. Ela pode reagir mal, discordar, se afastar. O que muda é que a relação passa a funcionar com informação verdadeira circulando dentro dela, e você para de pagar sozinho a conta de manter todo mundo confortável.


Estas conversas provavelmente existem na sua vida

Você diz sim e passa o resto do dia irritado
O aceite sai automático. A conta chega depois, em mau humor que a outra pessoa não entende de onde veio.
Existe uma conversa que você adia há meses
Você já escolheu as palavras várias vezes. O momento certo nunca aparece, e a lista do que precisa ser dito só cresce.
Você engole, engole e um dia explode
A reação sai desproporcional ao episódio que a disparou. Depois vem a culpa, e o silêncio recomeça do começo.
No trabalho, você concorda com o que acha errado
A reunião termina em paz e a decisão sai ruim. O conserto aparece semanas depois, sem que ninguém lembre da sua ressalva não dita.

Como dizer o difícil sem romper a relação

1
Por que o silêncio protege a paz do momento e cobra caro mais adiante
2
A diferença entre descrever um fato e emitir julgamento sobre quem a pessoa é
3
O tamanho certo do recorte: um comportamento por conversa, nunca o histórico inteiro
4
Como dizer não sem justificativa longa e sem pedido de desculpa embutido
5
Comunicação assertiva na reunião: discordar sobre o ponto, com a relação de pé
6
O que fazer quando a outra pessoa reage mal ao que foi dito com cuidado

Verdade adiada não fica guardada. Ela vaza em irritação, em resposta seca, em distância. E quando enfim é dita, chega grande demais para o fato que a gerou.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Assertividade não é um jeito educado de ser grosseiro?
A grosseria ataca a pessoa. A assertividade trata do comportamento e do efeito dele. A frase muda de alvo, e é essa troca que permite discordar sem colocar a relação em jogo.
E se a outra pessoa reagir mal?
Pode acontecer, e o livro não esconde isso. Você controla o que diz e como diz, jamais a reação de quem ouve. Há um trecho dedicado ao que fazer quando a conversa desanda no meio.
Serve para o trabalho ou só para relações pessoais?
Os dois aparecem: casa, casamento, amizade, reunião e chefia. O mecanismo é o mesmo; o que muda é o custo de errar e a margem que cada ambiente dá para reparar.
Como sei se é hora de falar ou de deixar passar?
O livro oferece um critério simples: se o assunto continua voltando à sua cabeça dias depois, ele não passou. O que passa de verdade some sozinho; o que fica pede conversa.
Preciso conhecer comunicação não violenta antes?
Leitura prévia não é necessária. Os princípios aparecem já aplicados, dentro de diálogos comuns, com a estrutura explicada onde ela é usada.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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