Capa do livro A História da Sua Vida Merece Ser Contada, de Graciele Faria — sobre escrever memórias

A História da Sua
Vida Merece Ser Contada

Escreva as suas memórias e deixe a sua história registrada para quem vem depois

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

As lembranças existem. Falta o fio que liga uma à outra

Alguém pergunta como era a casa em que você cresceu. A resposta sai em uma frase. O resto continua ali inteiro — o cheiro da cozinha, o barulho do portão, o nome de quem morava ao lado — e não encontra caminho para fora.

Você pensa em escrever. Aí vem a lista de razões para não começar: sua vida não teve nada de excepcional, você não escreve bem, memória de família não interessa a ninguém fora da família. Todas caem pelo mesmo motivo. Quem vai ler não procura literatura. Procura você.

Escrever memória não é contar tudo em ordem. É escolher. Um punhado de cenas conta mais de uma vida do que a cronologia completa, porque cena tem lugar, tem gente falando e tem o que estava em jogo. A lista de datas não carrega nada disso.

A História da Sua Vida Merece Ser Contada funciona como caderno guiado. Perguntas que puxam lembrança adormecida, critérios para decidir o que vira capítulo, jeitos de abrir e de fechar um trecho, e o que fazer com a parte que dói ou que envolve outras pessoas.

O que sobra no fim tem destinatário. Uma neta que vai saber por que a família se mudou naquele ano. Um filho que vai entender de onde veio uma teimosia que ele carrega. Fotos com legenda, em vez de rostos sem nome.


Você vai se identificar se...

Você começou um caderno e parou na infância
As primeiras lembranças vieram fáceis. Depois faltou ordem, e o caderno voltou para a gaveta.
Você acha que a sua vida não dá livro
Nada de excepcional aconteceu, na sua conta. E ninguém fora de casa saberia contar o que você viveu.
Existe uma história que só você conhece
As pessoas que estavam lá se foram ou esqueceram. Se você não registrar, ela termina com você.
As fotos estão guardadas e ninguém sabe quem está nelas
A caixa continua no armário. A cada ano some mais um nome que alguém ainda saberia dizer.

O que o livro trata sobre escrever a própria história

1
Como puxar lembrança adormecida a partir de lugar, objeto, cheiro e data marcada
2
O critério para escolher quais momentos viram capítulo e quais ficam de fora
3
O fio condutor que liga episódios soltos e transforma memória em narrativa
4
Como escrever com a sua própria voz, sem imitar o jeito de escrever de escritor
5
O que fazer com a perda, a vergonha e o que envolve pessoas que ainda estão vivas
6
Formas de registrar e de entregar: caderno, arquivo digital, livro impresso para a família

Vida comum não existe para quem vem depois. O que hoje parece banal é justamente o que a próxima geração não terá como reconstruir sozinha.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Preciso escrever bem?
Não. O texto que emociona a sua família é o que soa como você falando. O livro trabalha a favor da sua voz, inclusive das repetições e do jeito próprio de contar, que são justamente o que a família reconhece.
Por onde começo, se não lembro de quase nada?
Pelo concreto. Lembrança vem por lugar e por objeto, e raramente por esforço de memória. As perguntas do livro partem de cozinha, rua, escola e trabalho, e a cena costuma vir inteira depois disso.
Preciso contar as partes difíceis?
Você decide o que entra. O livro trata do que fazer com a parte que dói: contar, sugerir sem detalhar, ou deixar de fora e registrar apenas o efeito que aquilo teve. Nenhuma das escolhas invalida o resto.
E o que envolve pessoas que ainda estão vivas?
Existe um cuidado prático para isso. A orientação é escrever a sua versão como versão, sem atribuir intenção a quem não está ali para responder, e decidir depois o que fica visível dentro da própria família.
Preciso publicar no fim?
Não. Muita gente escreve para entregar impresso a poucas pessoas. Publicar é uma escolha, e não o objetivo do trabalho — o livro cobre tanto o caderno que fica em casa quanto o exemplar impresso para os netos.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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