Fale em público sem travar — vença a timidez para apresentar na escola
A lista de apresentações sai e o seu nome está nela. A sua vez é só na semana que vem. O desconforto começa ali, no corredor, com a lista ainda na mão.
Nos dias seguintes a cabeça ensaia o desastre. Você imagina o branco, o riso de alguém no fundo, a voz falhando logo na primeira frase. Quando a hora chega, o corpo já passou pela cena tantas vezes que dispara sozinho, antes de existir qualquer plateia.
Argumento não desliga isso. Repetir para si mesmo que não há perigo nenhum ali não abaixa a frequência cardíaca, porque o alarme não passa pela parte da cabeça que raciocina. O que funciona é agir onde o corpo escuta: respiração, apoio dos pés, direção do olhar, o que fazer com as mãos.
Na Hora de Falar separa os momentos. Os dias de antes, com o pensamento em espiral. Os minutos na porta da sala. O branco no meio da fala, que tem saída conhecida e não precisa encerrar nada. E o depois, quando a cabeça quer reprisar cada erro por dias.
Cada apresentação atravessada vira prova. Não a prova de que você virou outra pessoa, porque a timidez continua ali, e sim a de que dá para falar com ela presente. É essa pilha de provas que reduz o tamanho da próxima.
A timidez não precisa ir embora para você conseguir falar. Precisa parar de decidir por você no momento em que o seu nome é chamado.
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