Menopausa, libido e o reencontro com o desejo, sem constrangimento
Fim de noite comum. A cozinha arrumada, a casa quieta, os dois já deitados. Antes de apagar a luz você olha para o lado e o espaço entre vocês parece maior do que o colchão. Não houve briga. Houve um assunto que os dois pararam de puxar.
No banheiro está o espelho. O corpo mudou, a energia mudou, e a vontade que era parte de quem você é foi saindo sem avisar. O incômodo maior costuma ser esse: a impressão de ter perdido não a libido, mas um pedaço da própria identidade.
A conversa sobre menopausa costuma parar nos sintomas físicos. Fica de fora o resto — o desejo que muda de forma, o toque que passou a ser evitado, a conversa com o parceiro que ninguém sabe começar. O livro entra exatamente por essa parte, sem eufemismo e sem tom de revista.
A vergonha faz o trabalho de manter tudo em silêncio. Você não fala com o parceiro para não magoar, não fala com amiga para não se expor, não fala com ninguém e conclui que o problema é seu e só seu. Reabrir essa conversa é tratado aqui como etapa concreta, com o que dizer e o que é melhor evitar.
O desejo nesta fase não volta igual ao de antes. Volta com outro ritmo, outra exigência de contexto e outra porta de entrada. Quem fica esperando o retorno do que era costuma perder o que está disponível agora.
O desejo não desaparece por decreto biológico. Ele muda de forma, de ritmo e de porta de entrada — e continua ao alcance de quem para de esperar que volte exatamente como era.
Leitura gratuita para assinantes do Kindle Unlimited.
Comprar na AmazonVocê será redirecionado para a Amazon.com.br