Para quem já tentou amar mais por força de vontade e descobriu que a conta não fecha.
Você já decidiu amar mais. Provavelmente numa noite de domingo, depois de uma pregação que acertou em cheio. Na terça a mesma pessoa disse a mesma frase e você respondeu do mesmo jeito de sempre. A decisão não sobreviveu ao contato com a semana.
O problema não está na sinceridade da decisão. Está na fonte. Amor produzido por força de vontade tem o tamanho da sua força de vontade, e ela acaba. Isso fica visível quando a pessoa difícil mora na sua casa e não na sua igreja.
JESUS: A Fonte do Amor troca a pergunta. Em vez de perguntar como amar mais, pergunta quem é este Homem. O livro percorre cenas dos evangelhos em que o amor de Cristo aparece em detalhes que a leitura rápida atropela: os pés de Judas lavados horas antes da entrega, o choro diante do túmulo de Lázaro, a oração feita em favor de quem segurava o martelo.
O mecanismo que Paulo descreve em 2 Coríntios 3 é a contemplação. Quem olha por tempo suficiente é alterado pelo que olha. É por isso que os capítulos se demoram em cada cena em vez de resumir e aplicar.
O amor deixa de ser tarefa quando deixa de ser produção sua. Você não é a nascente. É o terreno por onde a água passa.
A pergunta errada é como amar mais. A que muda alguma coisa é quem é este Homem — porque ninguém contempla o amor de Cristo com atenção e continua exatamente igual.
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