A bondade de Cristo em ato — para quem respeita Deus e mesmo assim não confia nEle.
Pergunte a alguém se Deus é bom e a resposta vem rápida. Pergunte se Deus é bom com ela, hoje, no assunto que ela evita comentar — e a resposta demora. A doutrina está no lugar. A confiança não acompanhou.
A distância entre as duas respostas é onde este livro trabalha. Ela costuma vir de uma imagem de Deus montada com peças emprestadas: um pai ausente, um chefe imprevisível, um professor que humilhava na frente da turma. A teologia corrige o texto. A imagem continua onde estava.
JESUS: A Fonte da Bondade ataca a imagem pela via dos evangelhos. Atos resume o ministério inteiro com uma frase curta sobre andar fazendo o bem, e o livro leva a frase a sério: atrás de cada milagre há uma decisão de fazer bem a uma pessoa concreta, com nome, endereço e problema.
Por isso as cenas escolhidas são as dos invisíveis. Bartimeu, que atrapalhava a caminhada. A mulher curvada havia anos, que ninguém tinha proposto curar. Os leprosos que sumiram sem agradecer e continuaram curados assim mesmo.
Medo produz obediência enquanto o medo dura. Romanos 2 aponta outro motor: a bondade. E ninguém contempla a bondade de Cristo por tempo suficiente e continua achando que precisa se proteger dEle.
Atrás de cada milagre existe um coração e atrás de cada ensino existe uma pessoa. A bondade de Cristo é o argumento que a ameaça nunca conseguiu apresentar.
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