O Rei que tinha exércitos à disposição no jardim e escolheu não convocar nenhum.
A reunião termina, alguém leva o crédito pelo seu trabalho, e você tem duas rotas conhecidas. Explodir na hora e pagar por isso depois. Ou engolir, sorrir e carregar aquilo por semanas. As duas parecem as únicas disponíveis.
Mansidão virou sinônimo de engolir. Nos evangelhos ela aparece com outro conteúdo. No Getsêmani, com Pedro de espada na mão, Jesus menciona os exércitos celestiais que poderiam ser convocados naquele instante. Estavam disponíveis. A ordem não foi dada.
JESUS: A Fonte da Mansidão trata isso como capacidade retida, e é aí que mansidão se separa de fraqueza: o fraco não reage porque não pode; o manso não reage porque decide. O Rei entra em Jerusalém montado num jumento com a cidade ao alcance da mão. O réu cala diante de Pilatos, e o silêncio deixa o governador desconfortável.
Força que precisa se exibir ainda está em teste. A que já se conhece pode ficar quieta. É por isso que a mansidão de Cristo aparece nos evangelhos como demonstração de glória, no lugar de recuo.
Mansidão não é falta de força. É força que já sabe do que é capaz e por isso dispensa a demonstração. O Rei tinha os exércitos à mão e não chamou nenhum.
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