Hábitos contra o sedentarismo no trabalho — movimento que cabe no dia
Fim de tarde. Você não correu, não carregou nada, não subiu escada. A nuca pesa, a lombar reclama, a perna formiga quando você finalmente levanta. O corpo está exausto de um dia em que quase não foi usado. Essa é a parte que não fecha, e é por onde o livro começa.
A conclusão automática é falta de treino. Aí a academia entra na lista, ao lado das outras obrigações. A matrícula acontece numa semana boa. A frequência cai na primeira semana ruim. E a culpa que sobra dessa desistência funciona como mais um motivo para não levantar da cadeira amanhã.
O problema tem outra localização. Não está na hora de exercício que falta no fim do dia. Está nas horas seguidas em que o corpo permanece na mesma posição sem que nada interrompa. A conta que pesa é a do tempo parado, e ela é feita durante o expediente, não depois dele.
Levante-se da Cadeira trabalha dentro do horário de trabalho. Interrupções curtas entre uma tarefa e outra, ajuste de posição, movimento que não exige trocar de roupa nem tomar banho depois. Nada disso substitui exercício. E nada disso depende de você ter disposição sobrando, que é a condição que nunca chega.
O que sustenta a mudança é gatilho. A reunião que termina, o café que acaba, o telefone que toca: cada um desses eventos já existe no seu dia e pode virar sinal para levantar. Quando o movimento se prende a algo que acontece de qualquer jeito, ele para de depender de você lembrar dele.
O corpo não cobra pelo esforço que você fez. Cobra pelo tempo em que ficou esperando que você se mexesse.
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