Lidere sua equipe remota à distância — para gestores de time
A última chamada do dia acabou. As entregas saíram, ninguém reclamou, todo mundo sorriu na despedida. Você fecha o notebook com a mesma dúvida de sempre: o time está bem, ou está dizendo que está porque é isso que se diz numa tela com a câmera ligada.
Liderar de longe retira os sinais que o escritório dava de graça. A cara de quem chegou mal. A conversa que morre quando você passa. O colega que puxa outro para um canto. Nada disso aparece em vídeo. O que aparece é um retângulo em que cada pessoa se apresenta arrumada e enquadrada.
Sem esses sinais, a gestão vira vigilância ou vira fé. Você aumenta a frequência de chamadas e o time se sente controlado. Você reduz e perde o contato com o que está acontecendo. As duas correções pioram o mesmo problema, porque nenhuma delas devolve a informação que sumiu.
Liderar à Distância reconstrói essa informação por outro caminho. Ritmo de contato combinado, pergunta que não aceita resposta protocolar, registro do que foi decidido, sinais de afastamento que aparecem no texto e no calendário antes de aparecerem na conversa. Nada disso exige mais reunião. Boa parte dispensa reunião.
Há ainda a conta que ninguém pergunta: a sua. Quem lidera de longe absorve a pressão de cima, o silêncio de quem some e a solidão de não ter com quem dividir a leitura da situação. O livro trata dessa parte com o mesmo cuidado, porque time conectado sustentado por alguém esgotado dura pouco.
Quem lidera de longe não perde o controle do time. Perde os sinais que davam contexto, e passa a decidir com a informação que as pessoas escolheram mostrar.
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