Uma investigação racional para a questão mais importante da vida.
A escolha que costuma ser oferecida é ruim: fé sem exame ou razão sem qualquer abertura. Quem exige evidência vira inimigo da religião; quem crê vira alguém que desligou o pensamento na porta. Ambas as caricaturas são convenientes para o debate e nenhuma corresponde a como uma pessoa decide o que é verdade.
A Lógica da Fé não pede adesão. Pede análise. O livro coloca quem lê na posição de jurado: o material é apresentado, o argumento é sustentado, e a conclusão fica com o júri. Sem vocabulário de púlpito e sem apelo emocional ocupando o lugar que deveria ser do argumento.
As pistas são examinadas uma de cada vez. O começo do universo e o que um começo implica sobre a causa. A afinação das constantes físicas, e se acaso dá conta dela. A informação organizada dentro do DNA, e a que tipo de origem esse tipo de informação costuma corresponder. A noção de certo e errado que atravessa culturas muito distantes entre si.
Depois de sustentar o caso para um Criador, a investigação estreita o foco. Um Criador que existe e não se comunica é indistinguível, na prática, de um que não existe. Por isso a última parte trata de Jesus de Nazaré: das afirmações que ele fez sobre si mesmo, da execução e do que veio depois, tratado como alegação histórica que aceita exame.
A pergunta com que o livro termina é o inverso da que ele abre. Não se é razoável acreditar, mas se ainda é razoável, diante do material apresentado, seguir sem acreditar.
O livro não pede fé para começar. Pede o que qualquer investigação séria pede: que você olhe as evidências antes de decidir e aceite o veredito para onde elas levarem.
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