Capa do livro Mãe de Volta, Mãe Inteira, de Graciele Faria — sobre limites, culpa e sobrecarga materna

Mãe de Volta,
Mãe Inteira

Para a mãe que voltou ao trabalho, diz sim para todo mundo e não cabe mais na própria rotina.

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Você entrou em todos os papéis menos no seu

O pedido da escola chega no meio do expediente e você responde que sim antes de abrir o calendário. Depois vem o da chefia, o do grupo da família, o da sogra. Nenhum é absurdo sozinho. O tamanho só aparece na sexta, quando a semana acaba e nada do que era seu entrou nela.

A culpa não escolhe lado. No trabalho, cobra a ausência de casa. Em casa, cobra o relatório parado. E se você senta um instante sem função nenhuma, ela cobra os dois de uma vez. É um arranjo sem posição vencedora, o que explica por que se esforçar mais nunca resolveu nada aqui.

Boa parte do que você carrega não nasceu seu. Foi entregue porque você aceitou uma vez, porque ninguém mais se ofereceu ou porque recusar custaria uma conversa difícil naquele dia. As tarefas ficaram. E ficaram com o seu nome, sem que houvesse combinação nenhuma sobre isso.

Recusar é uma habilidade com técnica, não um traço de personalidade. Tem frase, tem hora e tem procedimento para quando a pessoa insiste ou se magoa. Mãe de Volta, Mãe Inteira trabalha o limite que se sustenta depois da primeira cobrança, que é exatamente onde a maioria deles cai.

Recuperar o próprio lugar não tira de quem depende de você. Tira de quem se acostumou a delegar. A renegociação é desconfortável nas primeiras semanas e é o que devolve você para dentro da própria rotina, como pessoa e não como escala de plantão.


Você vai se identificar se...

Você aceita antes de conferir se cabe
A resposta sai rápido para evitar a conversa difícil. O custo aparece na semana, quando não sobra hora nenhuma.
A culpa cobra dos dois lados no mesmo dia
No trabalho, por não estar em casa. Em casa, pelo que ficou pendente no trabalho.
Seus limites duram até a primeira insistência
Você comunica a regra. A pessoa insiste, você cede, e a regra vira sugestão.
A sua parte da agenda é a única que pode ser cortada
Tudo que é seu entra como flexível. Quando algo precisa sair do dia, sai o que tinha o seu nome.

O que muda quando a recusa passa a se sustentar

1
Como separar o pedido que é seu do pedido que apenas foi entregue a você
2
A frase de recusa que não abre negociação nem exige justificativa longa
3
O que fazer quando a pessoa insiste, se magoa ou cobra pelas costas
4
Por que a culpa aparece dos dois lados e o que ela indica sobre a divisão atual
5
Como fixar um espaço próprio na rotina que não seja o primeiro a ser cortado
6
O que muda em casa quando o limite se sustenta além da primeira cobrança

Você não sumiu por falta de amor. Sumiu porque foi ocupando cada papel que apareceu, e nenhum deles tinha o seu nome dentro.

O que os leitores perguntam sobre este livro

O livro defende recusar tudo?
O critério é outro: separar o pedido que é seu do pedido que foi entregue a você. Recusar sem esse critério apenas troca a sobrecarga pela culpa. O trabalho começa na decisão, antes da frase.
Serve para mãe que não trabalha fora?
A cobrança muda de endereço e mantém a natureza. Quem está em casa recebe pedidos da escola, da família estendida e da vizinhança com a mesma frequência, com o agravante de que a disponibilidade é presumida.
E se a pessoa se magoar quando eu disser não?
Isso vai acontecer em alguns casos, e o livro não finge o contrário. Há um capítulo sobre o que vem depois da recusa — a insistência, o silêncio, a cobrança indireta — porque é aí que a maioria dos limites cai.
Isso não é egoísmo?
A pergunta aparece cedo em quase todo processo desses. Devolver o que não é seu não retira nada de quem depende de você; retira de quem se acostumou a delegar. Distinguir os dois grupos é a primeira tarefa proposta.
Preciso mudar de emprego para aplicar?
As mudanças descritas acontecem dentro do arranjo que você já tem. Nada aqui depende de trocar de trabalho, contratar ajuda ou esperar os filhos crescerem.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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