Transformar o que você já faz no automático num método que outra pessoa consegue seguir.
Você treina alguém e o resultado não chega perto do seu. Olha o que a pessoa fez, corrige na hora, e não consegue dizer por qual regra corrigiu. Você soube que estava errado antes de pensar. Nomear o critério é outro trabalho — e é um trabalho que você nunca precisou fazer.
O que aconteceu foi automatização. A decisão que no começo tomava tempo consciente foi descendo para um lugar rápido e silencioso da cabeça. É isso que permite fazer bem e depressa. É também o que apaga o rastro: a sequência continua ali, executada todo dia, sem passar por palavras.
Enquanto isso, gente com menos estrada lança curso, mentoria e programa com nome. Não é que saibam mais. É que o que sabem está escrito. Conhecimento organizado circula, é vendido e sobrevive à ausência de quem o criou. Conhecimento entranhado sai de operação toda vez que você sai da sala.
O Método que Já Mora em Você faz o caminho de volta: da execução automática para o passo a passo declarado. Mariovaldo Carrilho parte do que você entrega hoje, reconstitui a ordem das decisões, dá nome às etapas e separa o que é regra do método daquilo que é preferência sua e pode variar sem estragar o resultado.
Um método com nome muda o que se pode cobrar. Passa a existir algo para ensinar, para delegar sem refazer depois e para repetir quando você não está presente na entrega.
Enquanto o passo a passo existir apenas na sua cabeça, ele para de operar toda vez que você para. Método escrito continua trabalhando sem você na sala.
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