Capa do livro A Mulher Que Cuida de Todos, Menos de Si, de Graciele Faria — sobre saúde e autocuidado

A Mulher Que Cuida de Todos,
Menos de Si

Saúde da mulher e autocuidado organizados para quem fica sempre por último.

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Sua saúde é a única pendência da casa sem data marcada

A consulta do seu filho tem data. O retorno do seu pai tem data. A vacina do cachorro tem data marcada no calendário da cozinha. O seu exame de rotina tem um adiamento, renovado toda vez que você lembra dele numa hora ruim — no trânsito, na fila do mercado, já deitada com o dia encerrado.

Isso não acontece por descuido. Acontece porque a sua saúde é a única tarefa da casa que não gera cobrança externa. Ninguém liga perguntando. Nada trava quando você não vai. Numa agenda cheia, o que não pressiona é sempre o primeiro item a sair.

O corpo avisa antes de parar. O aviso costuma vir baixo: cansaço que atravessa o fim de semana inteiro, sono que não descansa, uma dor que você já classificou como normal por conviver com ela há tempo demais. Sinal repetido deixa de ser ouvido como sinal.

A Mulher Que Cuida de Todos, Menos de Si organiza o cuidado como logística de agenda, do mesmo jeito que você já organiza o de todo mundo. Graciele Faria trata do que agendar, do que acompanhar sem virar vigilância e de como encaixar isso num calendário que já está tomado por compromissos de outras pessoas.

Dividir o cuidado da casa faz parte do problema. Enquanto a operação inteira depender de uma pessoa só, qualquer plano de saúde dessa pessoa continuará sendo a primeira coisa a cair quando a semana apertar.


Você vai se identificar se...

Você lembra a consulta de todo mundo e esquece a sua
A agenda dos outros está na sua cabeça com data e horário. A sua tem um adiamento sem prazo.
Cansaço deixou de ser sinal e virou estado
Você acorda cansada, atravessa o dia cansada e deitou cansada ontem. Isso parou de chamar atenção.
Você tem exame atrasado e prefere não conferir de quando
O pedido está guardado em algum lugar da casa. A data de emissão você evita olhar.
Pedir ajuda em casa parece falha sua
Dividir tarefa vem acompanhado de culpa, como se a conta fosse originalmente toda sua.

Como o cuidado próprio entra numa agenda que já está cheia

1
O jeito de colocar exames e consultas no calendário junto com os compromissos da família
2
Os sinais de sobrecarga que passam por cansaço comum e deixam de ser notados
3
O que a prevenção ginecológica pede de regularidade, e como isso vira tarefa fixa
4
Alimentação possível para quem cozinha para todo mundo e come em pé, no intervalo
5
Saúde mental tratada como parte do cuidado, e não como assunto para quando sobrar tempo
6
Como dividir o cuidado da casa sem que a conversa vire acusação

A operação da casa inteira depende de um corpo. Esse corpo é o único item da lista que não tem quem cobre por ele.

O que os leitores perguntam sobre este livro

O livro indica exames, remédios ou tratamentos?
Não. Ele trata da organização do cuidado: o que colocar na agenda, com que regularidade conversar com quem acompanha você, como não perder o retorno. Indicação clínica é do profissional que atende você.
Serve para quem tem pouquíssimo tempo?
É o caso assumido do começo ao fim. As propostas partem de uma rotina cheia e trabalham por encaixe, não por acréscimo. Nada aqui pressupõe uma manhã livre.
Cuidar de mim não é egoísmo quando tem gente dependendo?
A dependência é justamente o argumento contrário. Quando a casa inteira opera a partir de uma pessoa, a saúde dessa pessoa é infraestrutura. O livro trata a culpa como o obstáculo concreto que ela é, sem tentar dissolvê-la no convencimento.
Fala de saúde mental ou só de saúde física?
Corpo e mente aparecem juntos, porque na prática chegam juntos: sono ruim, irritação, memória falhando, dor que não passa. Sinais mentais persistentes pedem acompanhamento profissional, e o livro é explícito quanto a isso.
Preciso mudar a rotina da casa inteira?
A redistribuição de tarefas aparece, mas o livro começa pelo que depende só de você, o que já retira parte da sobrecarga sem depender de negociação. A conversa com a família vem depois, com o que dividir já definido.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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