Gestão de processos para quem toca o negócio sozinho e virou o próprio gargalo.
Você adoeceu na terça e o negócio parou junto. Não por falta de demanda. O preço combinado com aquele cliente está na sua memória, o fornecedor só atende você, e a ordem em que as coisas são feitas nunca foi escrita em lugar nenhum.
Todo negócio solo começa assim e funciona por um tempo. O limite aparece quando o volume cresce: cada tarefa continua exigindo a sua presença, e a sua presença vira o teto do faturamento.
Negócio Que Roda Sozinho começa pelo trabalho chato de escrever o que já existe. Como se atende um pedido, do contato inicial à entrega. O que se responde quando perguntam preço. Em que etapas alguém precisa conferir alguma coisa antes de seguir adiante.
Com o mapa na mesa, o gargalo fica visível. Quase sempre está num ponto em que você virou aprovador de coisa pequena, ou onde a informação só existe em conversa de aplicativo. São pontos que se destravam um a um, sem contratar ninguém.
Processo escrito serve para delegar mais tarde. O ganho chega antes disso: no dia em que você fica fora e o trabalho continua acontecendo na ordem certa, com o cliente recebendo a mesma resposta que receberia de você.
Um negócio que depende da sua memória tem exatamente o tamanho da sua disponibilidade. Escrever o que você faz é o que muda esse teto.
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