Faça backup das fotos da família — para não perder as memórias
O aparelho não liga de manhã. A tela fica preta e o botão não responde. Você leva na assistência e a primeira pergunta que chega é se existe cópia em algum lugar. Você não sabe responder. As fotos do batizado, o vídeo do seu pai contando aquela história, tudo estava ali dentro.
Um celular é um lugar só. Ele cai, some, molha, enche e para de funcionar. Nada disso é raro, e nada disso avisa antes. Enquanto existir uma cópia única, a memória inteira da família depende de um objeto que você carrega no bolso o dia todo, no ônibus, na praia, na obra.
Backup virou assunto de quem entende de computador, e essa é a razão de tantas famílias não terem nenhum. As instruções vêm cheias de palavra que ninguém explica: sincronizar, nuvem, criptografia, espaço de armazenamento. Diante do vocabulário, você fecha o aplicativo e adia para o fim de semana que não chega.
Graciele Faria escreve o passo a passo em português comum. O que ligar no celular para que a cópia aconteça sozinha, onde a segunda cópia fica, como conferir de tempos em tempos se ela continua acontecendo de verdade. Documento da família entra no mesmo processo: certidão, contrato, receita, apólice.
O trabalho todo acontece antes do problema. Depois que a tela não acende, não existe configuração capaz de trazer de volta o que ninguém copiou.
Sincronizar não é o mesmo que copiar. Se o arquivo apagado no celular some também do outro lado, o que você tem é um espelho — e espelho repete o erro.
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