Uma resposta para a dor que você nunca esperou.
O quarto continua do jeito que estava. A notícia chegou por telefone, no meio de uma tarde comum, e desde então o mundo lá fora seguiu funcionando sem alteração nenhuma. Você orou e o teto ficou quieto. A pergunta sobe sozinha, sem pedir licença: onde Ele estava.
As frases chegam com boa intenção e machucam do mesmo jeito. Que havia um propósito. Que Deus precisava de mais um anjo. Que um dia tudo isso vai fazer sentido. Cada uma delas pede que você largue a pergunta antes de terminar de fazê-la, e é isso que as torna insuportáveis.
Este livro faz a pergunta inteira. Se Deus podia impedir e não impediu, restam três acusações possíveis: Ele não viu, não pôde ou não quis. Nenhuma delas é confortável, e nenhuma é desviada aqui. A dor tem direito de apresentar o caso antes de ouvir qualquer defesa.
A resposta cristã ao sofrimento não é um argumento. É um lugar. E o que a Cruz apresenta não explica a sua perda — apresenta alguém que também foi entregue, também gritou no escuro e também não recebeu resposta naquele momento. Isso não fecha a ferida. Muda quem está sentado ao lado dela.
Onde Deus Estava? não devolve o motivo do que aconteceu com você. Ninguém devolve. O livro fica com o que resta depois que a explicação falha, e discute honestamente se a companhia de um Deus ferido é pouco ou é tudo o que existe.
A resposta de Deus ao sofrimento não veio em forma de explicação. Veio em forma de presença: um homem executado do lado de fora da cidade, no meio de dois condenados.
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