Capa do livro Da Página em Branco ao Portfólio, de Mariovaldo Carrilho — sobre montar portfólio do zero

Da Página em Branco ao Portfólio

Monte um portfólio do zero, mesmo achando que não tem o que mostrar

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Você sabe fazer e não tem como mostrar

A vaga pede portfólio. Você abre um documento em branco, digita o próprio nome e para. Tem anos de trabalho entregue nas costas e nenhuma pasta com aquilo dentro. O que existe está espalhado em sistema de empresa antiga, em conversa de e-mail e na cabeça de gente que já saiu de lá.

Currículo é declaração. Portfólio é prova. Quem contrata lê a declaração com desconfiança, porque todo mundo escreve as mesmas linhas; a prova encurta a decisão, porque mostra o problema, o que foi feito e o que mudou depois. A diferença entre dois candidatos raramente é competência. É evidência disponível na hora certa.

A primeira parte do trabalho é arqueologia. A planilha que você montou e o setor inteiro passou a usar. O processo que você reorganizou porque ninguém achava nada. O cliente difícil que voltou. Nada disso parece projeto enquanto está solto no meio da rotina, e quase todo mundo tem mais material do que imagina.

Quando a trajetória não cobre a área nova, a saída é produzir peça própria: um caso resolvido do zero, feito por conta e apresentado com o mesmo rigor de um trabalho pago. Mariovaldo Carrilho monta o portfólio como argumento para alguém decidir rápido, e quem decide olha por pouco tempo — então a ordem das peças pesa tanto quanto elas.


Você vai se identificar se...

Você entrega resultado e não guarda registro
O problema foi resolvido, a empresa seguiu em frente, e não sobrou nada que comprove de quem foi a solução.
Você está mudando de área
A experiência que você tem não é a experiência que pedem. E ninguém contrata pela intenção declarada.
Você trava na hora de falar do próprio trabalho
Descrever o que você fez soa como exagero ou como pouca coisa. Nunca soa como o que de fato aconteceu.
Você perdeu vaga para quem se apresenta melhor
A pessoa escolhida não sabia mais que você. Ela tinha o que mostrar no momento em que perguntaram.

Do material que você já tem à peça que convence

1
Como garimpar, na sua própria trajetória, o que já funciona como prova de trabalho
2
O que fazer quando o trabalho anterior é sigiloso ou pertence à empresa
3
A estrutura de um caso: problema, decisão, execução e o que mudou depois
4
Como criar peça própria quando a área é nova e não existe histórico nenhum
5
A ordem das peças e o que precisa estar na primeira tela de quem avalia
6
O uso do portfólio na transição de carreira e na proposta de freelance

Ninguém contrata o que você sabe fazer. Contrata o que consegue ver. Entre dois profissionais parecidos, decide quem tem a prova à mão no momento da pergunta.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Não tenho nada pronto. Começo por onde?
Pelo inventário do que já aconteceu. Quase toda trajetória guarda casos que nunca foram documentados, e documentar um deles costuma render a primeira peça sem que você precise produzir nada novo.
Portfólio serve para quem não é da área criativa?
Serve. Análise, atendimento, operação, logística e vendas produzem casos com problema e resultado; só não é costume registrar. O formato muda, a lógica da prova não.
Meu trabalho anterior é confidencial. E agora?
O caso pode ser descrito sem nome de cliente e sem material interno. O que interessa a quem avalia é a decisão que você tomou diante do problema e o critério que sustentou essa decisão.
Preciso de site próprio?
Não é obrigatório e costuma atrasar quem está começando. Um documento bem montado circula por qualquer canal; o site vem depois, quando já existe conteúdo para colocar dentro.
Isso ajuda quem quer trabalhar como freelancer?
É onde o portfólio pesa mais, porque não existe entrevista longa: o cliente decide olhando o material. A proposta comercial fica mais curta quando a prova chega antes dela.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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