Capa do livro O Pai que Eu Prometi Ser, de Graciele Faria — sobre paternidade presente e distância

O Pai que Eu
Prometi Ser

Seja um pai presente de verdade — para o pai ocupado na correria

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Você está em casa e o seu filho não te procura

Ele chega com o tablet para mostrar alguma coisa e você diz que já vai, sem tirar os olhos do celular. Ele espera um pouco e vai embora. Na vez seguinte nem chega perto: vai direto para a mãe. Você percebeu o momento em que isso começou a acontecer e não soube o que fazer com a informação.

A distância entre pai e filho não é decidida. Ela se acumula em recusas pequenas, cada uma delas justificável sozinha. A reunião que atrasou. O jogo que estava no fim. O cansaço legítimo de quem acordou cedo para sustentar a casa. Nenhuma é grave. Somadas, ensinam à criança que o pai está ocupado.

Presença não se mede em horas livres. Um pai com o dia inteiro em casa pode passar o dia inteiro em outro lugar. O que a criança registra é atenção sem divisão: o intervalo em que ela é o assunto e nada mais disputa. Isso cabe no trajeto até a escola e no banho antes de dormir.

A culpa costuma ser confundida com solução. O pai lê sobre paternidade, se reconhece na descrição, sente o peso e não muda nada, porque a culpa consome exatamente a energia que a mudança exigiria. Reconhecer o custo serve por pouco tempo. Depois disso, atrapalha.

Graciele Faria escreve para quem ainda quer voltar e acha que passou da hora. Filho mais velho reage devagar e desconfia no começo, e isso não é sinal de porta fechada. É a distância cobrando o mesmo tempo que levou para se instalar.


Você vai se identificar se...

Você chega em casa e não sobrou energia para ninguém
O trabalho levou o dia e a melhor parte de você. Quem mora com você recebe o resto.
Seu filho conta as coisas para a mãe primeiro
Você fica sabendo depois, em versão resumida. E não sabe em que ponto deixou de ser a primeira opção.
Você promete o fim de semana e o fim de semana vira outra coisa
Aparece um imprevisto, um plantão, um cansaço. A promessa é adiada com sinceridade e ainda assim é adiada.
Você repete o pai que teve e jurou não repetir
As frases saem iguais às que você ouviu na sua infância. O silêncio também sai igual.

Entre a distância que se instalou e o caminho de volta

1
Por que a ausência do pai se constrói em recusas pequenas, e não em decisões grandes
2
O que a criança registra como presença, e por que isso não depende de tempo livre
3
Como sair da culpa sem transformá-la em desculpa para continuar igual
4
O que muda na conversa quando o filho já entrou na adolescência
5
Os minutos comuns que aguentam peso de vínculo: trajeto, banho, cozinha, porta do quarto
6
Como sustentar o combinado quando o trabalho volta a apertar

Nenhum pai decide se afastar. A distância chega em pedaços pequenos, todos justificáveis, e só é percebida no dia em que a criança para de perguntar.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Meu filho já está grande. Ainda dá tempo?
O que muda é o ritmo, não a direção. Filho mais velho testa bastante antes de voltar a confiar, e o livro trata dessa fase, que é a mais desconfortável de atravessar.
Trabalho fora o dia inteiro. Isso vale para mim?
É o leitor assumido do livro. As sugestões cabem na rotina de quem sai cedo e volta tarde, porque uma proposta que dependesse de tempo livre não seria aplicável a ninguém.
É um livro que culpa o pai ausente?
O diagnóstico é direto e a intenção não é condenar. Culpa não produz mudança, e o livro trata disso explicitamente antes de propor qualquer coisa.
Serve para pai separado?
As situações de convivência dividida aparecem, embora não sejam o eixo do livro. O que muda entre um caso e outro é a logística; o que a criança precisa continua igual.
Minha esposa cuida de quase tudo. Por onde eu entro?
Por uma parte da rotina que passe a ser sua por inteiro, em vez de ajuda avulsa. Vínculo se forma na repetição, e repetição exige um lugar fixo dentro do dia.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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