Capa do livro Peça Mais sem Pedir Desculpas, de Anderson Chipak — sobre negociação salarial

Peça Mais
sem Pedir Desculpas

Negociação salarial: peça aumento com firmeza — para quem aceita menos

eBook Kindle Anderson Chipak · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Você ensaiou a conversa e saiu da sala sem tê-la tido

Você entrou preparado. Sabia o valor que ia pedir, tinha na cabeça o que entregou no último ciclo, tinha até a primeira frase pronta. O chefe cumprimentou, começou a falar de cronograma e de uma entrega travada. Quando a conversa acabou, você estava do lado de fora com tudo ainda por dizer.

O que trava ali não tem a ver com preparo. O argumento existia. O que falta é a permissão interna de ocupar o tempo de outra pessoa com um assunto que é seu. Pedir mais soa como cobrança, cobrança parece atrevimento, e então você espera o momento adequado da conversa. Ele não chega, porque quem conduz a pauta é o outro.

A negociação começa antes da sala. Ela acontece quando você define o valor e já corta um pedaço dele por precaução. Quando escolhe levar resultados que dá para verificar ou apenas a sensação de merecer. Quando decide, sem perceber, quanta recusa aguenta ouvir antes de concordar com qualquer coisa que o outro ofereça.

Peça Mais sem Pedir Desculpas faz a conta do que essa paralisia já cobrou. Cada ciclo sem pedido vira base do reajuste seguinte, e a diferença se repete todo mês, em silêncio, sem que ninguém precise negar nada a você. Anderson Chipak trata isso como dado da sua vida financeira, e não como detalhe de temperamento.

Firmeza aqui é coisa específica: dizer o valor inteiro, calar depois de dizer e sustentar o silêncio que vem. Sem justificar demais, sem se desculpar, sem baixar o número no meio da própria frase. O desconforto dessa pausa dura pouco. O salário que sai dela dura o contrato inteiro.


Talvez você já tenha saído assim de uma sala

Você ensaia a conversa e sai dela sem ter começado
O roteiro estava pronto. A pauta da reunião foi outra, e você aceitou a pauta do outro.
Você aceita a primeira oferta e ainda agradece
A resposta sai antes de você conferir se aquilo corresponde ao que entrega todo dia.
Você vê gente menos preparada pedindo mais
E conseguindo. Isso mexe com você de um jeito que não vira ação, só desconforto.
Você adia o assunto para depois da próxima entrega
Sempre falta um resultado a mais para justificar o pedido. A régua sobe junto com você.

O que decide a negociação antes de você abrir a boca

1
De onde vem a crença de que pedir mais é atrevimento
2
O custo acumulado de cada ciclo em que você não pediu nada
3
Como montar o pedido com o que dá para verificar, em vez de sensação de merecimento
4
A diferença entre firmeza e agressividade numa conversa sobre dinheiro
5
O que fazer quando a resposta é não, e como sair dela com prazo e critério
6
O que se negocia além do salário quando o valor está travado por política da empresa

Quem não pede não recebe menos por castigo. Recebe menos porque o outro lado trabalha com o número que ouviu. E o número que ele ouviu foi o que você teve coragem de dizer.

O que os leitores perguntam sobre este livro

E se a empresa disser que não tem orçamento?
Orçamento travado encerra o valor daquele mês, não a conversa. O livro trata do que se negocia em seguida: data de revisão, critério objetivo de reajuste, escopo, benefício, título. Sair com um critério combinado é diferente de sair com um não solto.
Pedir aumento não me deixa marcado na empresa?
O receio é comum e o livro não finge que risco algum existe. Ele separa o pedido bem feito — direto, apoiado no que você entrega, sem ultimato — daquele que soa como ameaça de saída. O primeiro raramente cria problema. O segundo cria.
Serve para quem trabalha com faixa salarial fechada?
Serve. Estrutura rígida muda o alvo do pedido: enquadramento, mudança de faixa, promoção, adicional por função acumulada. A conversa continua existindo, com outro objeto.
E se eu travar na hora, como sempre trava?
É o caso que o livro assume desde o começo. O trabalho é anterior à sala: definir o valor por escrito, decidir o que fazer diante da primeira objeção, ensaiar o silêncio depois de falar o número. Travar costuma acontecer no improviso.
Tem script pronto de negociação?
Há frases, e elas vêm com o aviso de que texto decorado em boca errada soa falso. O livro prefere que você monte a sua a partir do que realmente entrega. O que se decora é a estrutura da conversa, não a redação dela.

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Anderson Chipak
Sobre o Autor
Anderson Chipak

Escritor, empreendedor e pastor, Anderson Chipak escreve sobre fé, propósito, saúde emocional, rotina e finanças pessoais.

Seu catálogo reúne a Série Jesus — A Fonte de Toda Transformação, a Série Vida Verdadeira e títulos avulsos sobre culpa, descanso, corpo e vida mental.

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