Capa do livro Permissão para Não Estar Bem, de Mariovaldo Carrilho — sobre saúde mental

Permissão para Não
Estar Bem

Como largar a pressão de parecer bem — para a mente que não para

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A resposta automática sai antes de você conferir se é verdade

Perguntaram como você está e a resposta saiu inteira, com o sorriso já montado, antes de qualquer consulta interna. Você seguiu o dia. Por dentro continua um cansaço que não cabe em resposta educada e que você também não sabe descrever direito nas poucas vezes em que alguém insiste na pergunta.

Existe uma régua invisível que exige bem-estar constante: produtivo, grato, resolvido, de bem com a vida. Quando você não está, chega uma camada nova em cima da primeira. A culpa de não estar bem. A vergonha de admitir. A cobrança de reagir logo. O motivo original continua do mesmo tamanho, e agora tem companhia.

À noite vem a revisão. O que você falou na reunião, o tom da mensagem enviada com pressa, se alguém notou que você estava mal. A cabeça reprocessa o dia procurando falha de aparência, não falha de conteúdo. É trabalho longo, cansa mais do que o assunto que o disparou e nunca termina em veredito nenhum.

Permissão para Não Estar Bem tira a exigência de performar bem-estar sem trocá-la por drama. Mariovaldo Carrilho separa sentir o que dói de ficar mexendo no que dói: uma coisa passa, a outra se alimenta da atenção que recebe. E oferece o que fazer quando as duas se confundem no fim do dia, que é quando elas costumam se confundir.

A permissão muda menos coisa por fora do que parece. Você continua respondendo bem quando não quer explicar nada a ninguém, e essa continua sendo uma escolha legítima. O que muda é a conta interna: parar de gastar o dia administrando a impressão de estar inteiro devolve uma energia que você nem sabia estar comprometida.


Você faz isso sem perceber se...

Você responde que está tudo bem no automático
A frase sai antes de você checar se corresponde a alguma coisa.
Você revisa à noite como apareceu durante o dia
Cada gesto passa de novo, avaliado por você mesmo, sem chance de encerramento.
Não estar bem virou motivo de culpa
Além do que dói, existe a cobrança de já ter resolvido isso há tempo.
Você evita dizer como está para não preocupar ninguém
A conversa fica curta, você fica sozinho com o assunto, e o assunto cresce.

O que cansa mais do que o problema em si

1
De onde vem a exigência de parecer bem e a quem ela serve
2
A camada de culpa que se instala em cima do que você já estava sentindo
3
Como interromper a revisão noturna de cada gesto do dia
4
A diferença entre sentir o que dói e ficar remexendo no que dói
5
Como responder à pergunta sobre o seu estado sem mentir e sem se expor
6
Quando o cansaço deixa de ser reação a um momento e pede avaliação

Manter a aparência de quem está bem consome mais do que aquilo que você está escondendo. E o gasto não aparece em lugar nenhum, justamente porque a aparência funciona.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Isso não vira desculpa para não reagir?
A proposta é o contrário de imobilidade. Reconhecer o estado real é o que permite agir sobre ele. Enquanto o esforço estiver todo na aparência, o problema fica sem endereço e sem tratamento.
Preciso contar para todo mundo como estou?
Isso não faz parte da proposta. O livro trata da honestidade interna primeiro e depois da escolha de com quem falar. Manter uma resposta curta no trabalho é diferente de mentir para si mesmo à noite.
Como sei se é cansaço ou algo mais sério?
Não há teste de autodiagnóstico aqui. O critério de encaminhamento é simples: quando o estado atrapalha o que você precisa fazer e não cede com descanso, o assunto sai do campo do hábito. Procurar avaliação profissional faz parte do caminho.
É positividade tóxica ao contrário?
A crítica à positividade forçada está no livro, sem propor negatividade como virtude no lugar dela. O que ele descreve é como sentir sem afundar: nomear o que está acontecendo, deixar durar o que precisa durar e não transformar o estado em identidade.
Tem exercício prático ou é só reflexão?
Tem prática, e ela cabe num dia comum: uma checagem antes da resposta automática, um corte na revisão da noite, um registro simples do que se repete. O livro é mais descritivo que prescritivo, e avisa isso desde o começo.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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