Encontre propósito no trabalho comum — sentido nas tarefas do dia
A pergunta chega numa terça qualquer, no meio de uma planilha que você já preencheu tantas vezes que preenche sem olhar. É para ser só isso. Você não está infeliz o bastante para pedir demissão nem satisfeito o bastante para parar de perguntar. Fica no meio, e o meio cansa mais do que os extremos.
A ideia de propósito que circula por aí mora sempre longe: outra profissão, outro país, um chamado que ainda vai se revelar. Ela transforma a sua rotina em sala de espera. Enquanto o sinal não chega, o que você faz todo dia perde importância aos seus próprios olhos.
Propósito no Comum inverte a lente. Trata o sentido como algo que se dá ao trabalho, e não como propriedade que certas profissões teriam de nascença. A pergunta deixa de ser qual é a minha missão e passa a ser quem depende do que eu faço, e o que muda para essa pessoa quando eu faço bem.
Daí vem a parte prática, que é a constância. Trabalho comum não oferece emoção diária, e depender de motivação para fazê-lo bem é depender do que não aparece todo dia. O livro trata do compromisso que sustenta a repetição e do descanso que impede a repetição de virar desgaste, com um fio de fé que atravessa o texto sem virar sermão.
O comum não vira outra coisa depois deste livro. Ele continua repetitivo, cansativo em alguns dias, pouco impressionante de contar numa mesa de bar. O que muda é saber quem recebe o que você faz e o que se perde quando você faz mal feito.
O chamado que você espera receber costuma já estar em uso. Ele aparece no lugar onde alguém depende do que você faz, dentro da semana que já está acontecendo.
Leitura gratuita para assinantes do Kindle Unlimited.
Comprar na AmazonVocê será redirecionado para a Amazon.com.br