Como lidar com birras com calma — para pais de crianças pequenas
O maxilar trava. O peito esquenta. O tom da sua voz sobe antes de você escolher o tom. A criança está no chão gritando e uma parte de você reagiu no mesmo instante, com a mesma intensidade, sem passar por nenhuma decisão consciente.
A birra costuma ter horário. Aparece no fim da tarde, na saída do parque, na fila do mercado, depois de um dia longo para a criança e para o adulto que a acompanha. Fome, sono e transição entre atividades explicam boa parte das crises que parecem surgir do nada.
O que trava o adulto é o gatilho próprio. Gritar em público aciona vergonha, a insistência aciona a memória de como você foi corrigido quando pequeno, e o cansaço encurta a margem que existiria em outro dia. Enquanto isso não é tratado, nenhuma técnica sobrevive a uma semana ruim.
Quando a Birra Aperta o Botão cuida da criança e do adulto ao mesmo tempo: o que fazer com ela durante a crise e o que fazer com a sua própria reação enquanto a crise acontece. Acolher a emoção sem aprovar o comportamento é o eixo, e o livro mostra como isso se diz em voz alta para alguém que ainda não tem palavras para o que sente. O que interessa é o depois: o limite de pé, a criança de volta por perto e nenhum adulto se desculpando pelo modo como reagiu.
A birra aperta um botão que já existia em você antes de a criança nascer. Enquanto esse botão não for reconhecido, qualquer técnica dura só até o dia em que você chega em casa sem energia.
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