Gestão do tempo em blocos de foco — para quem vive ocupado
Sexta à tarde. Você abre a agenda da semana que passou e ela está tomada. Reunião, retorno de e-mail, ajuste pedido no corredor, tarefa começada e deixada pela metade. Se alguém perguntar o que avançou, você não tem resposta boa.
O dia inteiro ocupado e nada terminado costuma ser lido como falta de disciplina. É outra coisa. A semana chegou sem forma nenhuma e foi sendo preenchida pela ordem em que as demandas apareceram — quem chamou primeiro ficou com o seu tempo.
Cada troca de tarefa cobra atenção que não volta no mesmo instante. Você responde uma mensagem no meio de um relatório e não retoma de onde parou: retoma alguns parágrafos atrás, relendo o que já tinha lido. Com trocas suficientes, o dia acaba sem que nenhum trabalho tenha recebido tempo contínuo.
O método de Leliane Calegari trabalha com poucos blocos nomeados. Um bloco é um período da semana em que um tipo de trabalho acontece e o resto espera, decidido antes da segunda-feira e não durante ela. O que muda não é a quantidade de horas: é quem decide o destino delas.
Bloco não impede interrupção. O urgente continua chegando, e a diferença é ter para onde empurrá-lo em vez de atendê-lo na hora. Quando a semana tem forma, ela deixa de se desfazer, e no domingo dá para dizer o que andou.
Uma semana sem forma não fica livre. Ela fica disponível — e será preenchida por quem pedir primeiro.
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