Organize fotos e memórias digitais — para não perder momentos
Alguém pergunta pela foto da viagem. Você diz que procura depois, e procura mesmo: abre a galeria do celular e não acha; lembra que aquele ano ficou no aparelho antigo, guardado na gaveta com a bateria vazia; pensa no computador que não liga mais. A foto existe. O caminho até ela é que sumiu.
Acervo espalhado não pode ser organizado. Enquanto as imagens estiverem repartidas entre celular, nuvem, pen drive e um disco antigo, qualquer arrumação é parcial: você apaga uma repetida aqui e ela continua existindo ali. Sem inventário também não dá para apagar com segurança, porque ninguém apaga o que não sabe se tem cópia.
Existe um segundo efeito, menos falado. Foto tirada para ser vista depois deixou de ser vista. O depois não chega porque abrir a galeria virou trabalho, e o que era memória vira estoque. As lembranças seguem guardadas e param de cumprir a função que justificou guardá-las.
Graciele Faria começa por reunir, antes de arrumar. Primeiro o inventário: onde estão os aparelhos, o que cada um guarda, o que já está duplicado. Depois a consolidação num lugar só, com uma cópia fora dele. Só então entram as decisões sobre o que apagar, e elas ficam bem mais simples quando o material inteiro está à vista.
A organização que vem depois é simples de propósito: data, pessoa, evento. Sistema complicado dura pouco, porque exige uma manutenção que ninguém faz. O objetivo é chegar ao ponto em que alguém pergunta pela foto da viagem e você abre, encontra e mostra, ainda dentro da mesma conversa.
Lembrança repartida entre vários aparelhos não está guardada em vários lugares. Está fora de alcance em todos eles, e a procura acaba sempre antes de a busca terminar.
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