Respiração para regular o sistema nervoso — para quem vive tenso
Meio da tarde, dia comum, nenhuma emergência. Os ombros estão subidos desde cedo, a mandíbula travada, e a respiração para no alto do peito sem completar. Você percebe isso quando alguém comenta que você parece tenso. O corpo já estava assim antes de você notar, e continua assim depois.
Não se trata de uma crise. É uma linha de base que não desce. O alarme ficou ligado num volume baixo e constante, sem evento que o justifique, e a rotina inteira acontece por cima dele: o sono que não vem mesmo com o cansaço, a irritação curta, o estômago que fecha sem motivo aparente.
Mandar-se acalmar não funciona porque o sistema que dispara o alerta não recebe ordens em palavras. Ele lê sinais do corpo: postura, batimento e, principalmente, o ritmo da respiração. Uma expiração longa é um desses sinais. É por esse caminho, pelo nervo vago, que a informação de segurança chega.
Mariovaldo Carrilho organiza isso em prática, com o cuidado de não vender respiração como solução para tudo. Existe o que fazer no instante em que a tensão sobe, existe o que fazer todo dia para baixar a linha de base, e existe o que a respiração não resolve — e essa parte também está dita.
A diferença aparece devagar e em coisas pequenas: o ombro que desce sozinho no meio da reunião, a noite em que o corpo aceita deitar, o momento em que você percebe a tensão subindo e ainda tem margem para interromper. Respire Antes de Desabar trabalha nessa margem.
O corpo não obedece a argumento. Ele responde a sinal. Uma expiração longa é um sinal que ele reconhece, e por isso a respiração alcança o que o raciocínio não alcança.
Leitura gratuita para assinantes do Kindle Unlimited.
Comprar na AmazonVocê será redirecionado para a Amazon.com.br