Copywriting que soa humano — para quem escreve posts frios.
O texto está pronto, organizado, sem erro nenhum, e você não publica. Falta alguma coisa que você não consegue nomear. Ele poderia ter sido escrito por qualquer pessoa do seu ramo, e é exatamente esse o problema.
A saída de sempre é adotar o tom de quem parece estar dando certo. Funciona em uma publicação ou outra e depois cobra: as mesmas aberturas, o mesmo ritmo, a mesma frase de efeito no fim. Quanto mais perto do modelo, mais longe do motivo que fazia alguém parar para ler você.
Sem Soar Robô parte de uma constatação fácil de verificar: você já escreve do seu jeito quando manda um áudio, quando explica algo a um amigo, quando reclama de alguma coisa por mensagem. A voz existe e funciona. Ela desaparece no instante em que a caixa de publicação abre.
O livro trabalha os dois lados dessa perda. De um lado o travamento: a página em branco, a ideia que evaporou no meio, a revisão que começa antes de a frase terminar. De outro o acabamento: como abrir sem clichê, sustentar a leitura até o fim e pedir alguma coisa sem endurecer o texto. Constância é o que se perde primeiro, e ela depende de método, não de vontade.
O jeito como você explica alguma coisa a um amigo já é a sua voz. Ela some quando a caixa de publicação abre e você passa a escrever como acha que se deve.
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