Fluxo de caixa para pequenos negócios: acerte a precificação
O mês fechou com o melhor faturamento do ano e a conta não cobriu o fornecedor. As duas coisas são verdadeiras ao mesmo tempo, e essa é a parte que ninguém explica para quem abriu o próprio negócio. Movimento e resultado são medidas diferentes, e só uma delas aparece na maquininha.
A confusão começa antes de qualquer planilha. A conta da empresa paga o mercado de casa, a conta pessoal cobre uma compra de material, e no fim do mês existe um saldo único e misturado que não responde nenhuma pergunta útil. Sem separação não há fluxo de caixa. Há extrato.
O preço costuma ser o segundo furo. Ele nasce olhando o concorrente, ou de uma conta rápida sobre o custo do material, e deixa de fora o tempo de quem executa, o retrabalho, a comissão, o imposto e a fatia do aluguel que aquele produto ocupa. Vender mais, nesse cenário, aumenta o prejuízo.
Seu Negócio Precisa de Número, Não de Fé monta o painel na ordem em que ele serve: separar as contas, registrar entrada e saída, apurar o que sobrou de fato e só então mexer no preço. O registro pode ser em caderno de mercearia. O que não pode é não existir.
Decidir por sensação funciona enquanto o negócio cabe inteiro na sua cabeça. Passa disso e a sensação atrasa: você enxerga o problema quando ele já virou dívida. O painel não garante mês bom. Ele antecipa o mês ruim enquanto ainda dá tempo de mudar alguma coisa.
Faturar é movimento. Lucro é o que fica depois que todo mundo foi pago, inclusive você. Confundir os dois é o que faz um negócio cheio de clientes fechar as portas.
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