Cure o apego ansioso e evitativo e pare de repetir as mesmas relações
A briga chega num ponto conhecido. A frase que a outra pessoa acabou de dizer você já ouviu antes, com outra voz, em outro apartamento, alguns anos atrás. O final também é previsível: alguém sai da sala, alguém insiste, e depois vem o mesmo silêncio.
Você trocou de parceiro acreditando ter trocado de história. Passados alguns meses, o enredo se organiza sozinho: o começo intenso, a primeira rachadura, a cobrança, o afastamento. Mudou o nome, mudou o trabalho, mudou a família de origem. O roteiro permaneceu.
Seu Padrão de Apego Está Escolhendo por Você traz a teoria do apego para a vida corrente. O padrão foi montado cedo, quando você aprendeu o que fazer diante da ausência de alguém importante: aproximar-se depressa e pedir prova, ou recuar e resolver sozinho. As duas estratégias funcionaram na época. É isso que as torna difíceis de largar.
A parte mais desconfortável trata da escolha do parceiro. Ninguém escolhe pela lista de qualidades que declara procurar. A atração acompanha a familiaridade, e familiaridade não é sinônimo de saudável. Intensidade passa por amor porque aciona o alarme antigo, e alarme desperta o corpo inteiro.
Mudar o padrão não começa por encontrar a pessoa certa. Começa por reconhecer o próprio movimento na hora em que ele acontece: a mensagem que você está prestes a mandar de novo, a distância que você acabou de criar sem motivo aparente. O roteiro só se reescreve no meio da cena.
Você não escolhe quem te atrai pela lista de qualidades que diz procurar. Escolhe pelo que reconhece. E o que você reconhece foi aprendido antes de saber que estava aprendendo.
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