Capa do livro Sócios no Amor e no Trabalho, de Graciele Faria — sobre o casal que empreende junto

Sócios no Amor e no Trabalho

Separe empresa e relação sem brigar — para o casal que empreende

eBook Kindle Graciele Faria · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A empresa entrou no quarto e não combinou hora de sair

Meia-noite, luz apagada, e a conversa é sobre o pedido que o fornecedor não entregou. Ela começa técnica e escorrega rápido para um tom que nenhum dos dois usaria com outro sócio. No dia seguinte o problema do trabalho está resolvido. O clima entre vocês, não.

Sociedade entre estranhos tem contrato, horário e assunto delimitado. A de vocês tem a cama, o carro, o jantar e o feriado. Não existe momento em que a empresa esteja fechada, porque o outro sócio está sempre por perto, e qualquer preocupação nova encontra ouvido disponível a qualquer hora.

A crítica é o ponto onde a mistura dói mais. Apontar um erro de execução para o seu cônjuge não chega como observação profissional; chega colada em todo o histórico da relação. Ele ouve a frase de hoje e a lista inteira do que já foi dito antes, e responde à lista.

Sócios no Amor e no Trabalho trabalha com fronteira, e fronteira precisa ser combinada em voz alta. Onde a empresa pode ser assunto e onde não pode. Quem decide o quê sem consultar. Como se abre uma conversa de trabalho em casa e como se encerra, mesmo sem conclusão.

O ressentimento cresce no vão da divisão. Um dos dois costuma sentir que carrega mais e quase nunca diz, porque parece mesquinho contabilizar esforço com quem se ama. Guardada, essa conta volta em irritação por motivo pequeno. Escrever a divisão custa uma conversa desconfortável e evita uma coleção delas.


Você vai se identificar se...

Vocês discutem o negócio na cama
O dia acabou, a empresa não. O sono vai embora com o assunto pendente.
Uma crítica ao serviço chega como crítica à pessoa
Você comentou um erro de execução. A resposta veio de outro lugar, mais antigo.
Um dos dois acha que carrega mais
A conta existe e ninguém diz em voz alta. Ela sai depois, por outro motivo.
Não existe hora em que a empresa esteja fechada
Feriado, viagem, jantar de aniversário. O assunto aparece porque o sócio está ali.

Combinados que protegem a empresa e a relação

1
Como delimitar hora e lugar em que a empresa pode ser assunto dentro de casa
2
O jeito de apontar um erro de trabalho sem que a conversa vire histórico de casal
3
A divisão de responsabilidades por escrito, e por que a informal gera ressentimento
4
Como decidir quando vocês discordam, sem que a decisão vire disputa pessoal
5
O que fazer com o dinheiro que entra: retirada, reinvestimento e a conversa que os dois adiam
6
Sinais de que o negócio virou o único assunto que sobrou entre vocês

Dois sócios saem do escritório e param de se ver. Vocês vão para a mesma casa. Sem fronteira combinada, a empresa fica com o dia inteiro e com o que sobra da noite.

O que os leitores perguntam sobre este livro

E se só um de nós quiser ler?
Funciona, com limite. Boa parte do que o livro propõe são combinados, e combinado exige dois. A leitura sozinha ajuda a formular a conversa inicial e a escolher por onde começar.
Estamos pensando em abrir um negócio juntos. Vale ler antes?
Vale, e é o melhor momento. Fronteira é mais fácil de combinar antes de existir mágoa acumulada sobre quem faz mais e sobre quem decidiu o quê.
A empresa é minha e meu cônjuge só ajuda. Serve?
Serve, e esse arranjo tem atrito próprio. Ajuda sem papel definido costuma ser subestimada por quem recebe e sentida como não reconhecida por quem dá. Definir o papel resolve boa parte.
O livro trata da parte jurídica e societária?
Não é o foco. O assunto aqui é a convivência: papéis, comunicação, decisão e dinheiro no dia a dia. Contrato social e regime de bens são conversa para um profissional da área.
E se a gente já briga direto por causa da empresa?
O livro começa pelo desarme, antes dos combinados. Discussão que se repete no mesmo tema costuma indicar uma decisão nunca tomada, e não teimosia de um dos lados. Encontrar a decisão pendente reduz a repetição.

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Sobre o Autor
Graciele Faria

Graciele Faria escreve sobre criação de filhos, limites e disciplina, casamento, saúde e organização da vida doméstica — incluindo o uso prático de tecnologia em casa.

Seus títulos tratam de situações reconhecíveis: a birra que ninguém sabe interromper, o casal no piloto automático, o autocuidado que fica sempre por último.

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