Alongamento na cadeira para quem passa o dia sentado e sente a lombar cobrar
Você levanta da cadeira no fim da tarde e o corpo responde antes de você dar o primeiro passo. Pescoço travado, ombro subido na direção da orelha, uma fisgada na lombar quando o tronco se estica. O trabalho rendeu. A conta veio junto e chegou toda de uma vez.
O que trava o corpo é a permanência. Músculo que passa horas na mesma posição encurta, e articulação que não percorre a própria amplitude vai perdendo amplitude. O desgaste não veio de esforço nenhum — veio de ficar parado em uma postura que foi escolhida pela altura da mesa e pela distância da tela.
Você sabe que devia se mexer, e o esquecimento é parte do problema. Enquanto o trabalho corre, o corpo não avisa nada. Quando avisa, já travou, e aí o movimento dói. Por isso o livro trabalha com pausa curta, feita no lugar onde a rigidez se forma: na própria cadeira, com a roupa que você está usando, sem sair da sala.
Solte o Corpo percorre pescoço, ombros, quadril e lombar, um de cada vez, com movimento que cabe entre uma tarefa e outra e não chama atenção em escritório aberto. A parte final trata do que sustenta o hábito: onde encaixar a pausa dentro do dia e o que fazer quando ela some da rotina por uma semana cheia.
A cadeira não machuca pelo esforço. Machuca pela permanência. O que desfaz a rigidez é interromper a mesma posição ao longo do dia, antes de o corpo precisar reclamar.
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