Mude de profissão com segurança — sem pânico na transição
Mais um ano no mesmo lugar. Você não odeia o que faz, e essa é parte da armadilha: o desconforto nunca cresce o bastante para forçar a decisão, e nunca diminui o bastante para você parar de pensar no assunto. A pesquisa sobre a outra área continua acontecendo escondido.
A lista de “e se” funciona como argumento definitivo porque nenhum item dela pode ser respondido de dentro do escritório onde você está. E se eu não der conta. E se ganhar menos. E se for tarde. São perguntas empíricas tratadas como sentença, e o que as responde é contato com a área nova, em escala pequena, antes de qualquer aviso prévio.
Existe também uma diferença de origem entre querer aquilo e querer sair daqui. As duas vontades produzem a mesma inquietação e levam a lugares distintos: uma sobrevive ao primeiro mês difícil na área nova, a outra não. Trocar de Carreira sem Pular no Escuro insiste nessa separação antes de qualquer plano.
Mudar de profissão mexe com a resposta que você dá quando perguntam o que você faz. É por isso que a travessia dói mesmo quando a conta fecha. O plano existe para que a identidade tenha tempo de acompanhar o cargo, em vez de trocar de lugar de um dia para o outro.
Certeza não antecede a mudança. O que antecede é evidência recolhida em doses pequenas, até o risco parar de ser imaginado e passar a ser conhecido.
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