Conviva com a dor crônica e a fibromialgia — para quem já tentou tudo
A dor deixou de ser um evento e virou o fundo do dia. Você faz a checagem antes de levantar: como está hoje, o que dá para fazer, o que vai precisar ser cancelado. A pergunta se repete todas as manhãs, e a resposta comanda o resto das horas.
O que ela leva junto é o que ninguém enxerga. A disposição. Os planos que você para de fazer para não desmarcar de novo. A paciência com quem mora ao seu lado. Some também a companhia, porque convite recusado é convite que uma hora para de chegar.
E existe o cansaço de explicar. Você aprende a dizer que está bem porque a resposta verdadeira exige uma conversa longa. Quem tenta ajudar chega com sugestões que já foram tentadas, e a dor que não aparece em exame parece precisar de prova o tempo todo.
Este livro não trata de eliminar a dor. Trata do território que ela ocupou fora do corpo: o isolamento, o desânimo, o medo do próximo dia ruim, a ideia de que a vida fica suspensa até que ela vá embora. Essa última parte é a que pode ser desfeita.
Conviver com dor persistente é uma negociação diária de escopo — o que cabe hoje, o que fica para amanhã, o que sai da lista sem culpa. O que volta primeiro nessa negociação não é o corpo. São os vínculos, o sentido dos dias e o controle sobre a própria agenda.
A dor ocupa o corpo. O isolamento, o desânimo e a espera ocupam o resto da vida — e essa parte ainda responde a decisões suas.
Leitura gratuita para assinantes do Kindle Unlimited.
Comprar na AmazonVocê será redirecionado para a Amazon.com.br