Capa do livro De Volta ao Jogo, de Leliane Calegari — sobre recolocação profissional após a maternidade

De Volta ao Jogo

Recolocação após a maternidade — para a mãe que ficou para trás

eBook Kindle Leliane Calegari · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

A pausa que cuidou de todo mundo virou lacuna no currículo

A casa dormiu e você continua acordada com a planilha aberta. Creche, transporte, comida fora, a roupa que precisaria comprar para a entrevista. Você reordena as células e o resultado não muda. Voltar a trabalhar custa dinheiro antes de render dinheiro, e essa conta ninguém explica antes.

O medo tem endereço: o intervalo no currículo. Você imagina a pergunta na entrevista, o silêncio depois da sua resposta, a comparação com quem não parou. Enquanto isso, adia o envio da primeira candidatura por mais uma semana, e depois por outra.

O que aconteceu nesse intervalo não foi ausência de trabalho. Foi orçamento apertado administrado, agenda de várias pessoas coordenada, negociação diária, decisão tomada sob cansaço. Nada disso aparece no formato em que currículo é escrito, e é por aí que o livro começa: pela tradução.

Depois vem o plano. Onde procurar, o que aceitar no início, quanto deslocamento cabe na rotina, que arranjo de cuidado sustenta a semana inteira. Recolocação que dá certo é a que cabe na vida que existe, com escola, filho doente e imprevisto no meio da tarde.

A entrevista é o último item, e chega mais leve quando os anteriores estão resolvidos. Quem sabe nomear o que fez no período fora responde à pergunta sobre o intervalo sem pedir desculpas por ele. A pausa deixa de ser o assunto da conversa e volta a ser o que sempre foi: um trecho da sua história de trabalho.


Isso se parece com a sua rotina se...

Você refaz a conta e ela continua sem fechar
Creche, transporte e comida fora consomem quase o salário que você conseguiria agora. A matemática empurra a decisão para depois.
Você trava na hora de explicar o tempo fora
A resposta que você ensaia soa como desculpa. E quanto mais ensaia, mais parece que existe algo a justificar.
Você acha que o mercado seguiu sem você
Ferramenta nova, processo novo, gente mais nova. A sensação é de chegar atrasada a uma conversa que já começou.
Você abre a vaga, lê os requisitos e fecha a página
Falta um item da lista e isso basta para você não se candidatar. A vaga vai para alguém que se candidatou sem cumprir a lista inteira.

O que a volta ao mercado exige antes da primeira entrevista

1
Como apresentar o período dedicado à família sem tratá-lo como buraco
2
Que competências da administração da casa e do cuidado contam no mercado
3
Como montar a conta real da volta, com creche, transporte e o piso de salário que compensa
4
O que responder quando a entrevista pergunta sobre o tempo em que você esteve fora
5
Como escolher vagas e formatos que cabem na rotina de escola e filhos
6
O que fazer com o medo de já ser tarde para recomeçar

O intervalo não está vazio. Ele foi ocupado por trabalho que ninguém registrou em carteira, e a recolocação começa no dia em que esse trabalho ganha nome.

O que os leitores perguntam sobre este livro

Serve para quem parou há muitos anos?
Serve, e o tamanho da pausa muda o plano sem mudar a lógica. Pausas longas exigem atualização deliberada — ferramenta, vocabulário do setor, contato com quem continua dentro — antes da fase de candidatura.
Preciso voltar para a mesma área?
A mesma área costuma ser o caminho mais curto, porque aproveita rede e experiência. A troca de área é tratada como decisão separada, com custo e tempo próprios, para você não somar riscos na mesma tentativa.
E se eu só puder trabalhar meio período?
Esse é um dos formatos considerados, junto com remoto, híbrido e projeto por escopo. O critério é o arranjo de cuidado que sustenta a semana: sem ele resolvido, qualquer vaga vira crise no primeiro imprevisto da escola.
O livro fala de empreender em casa?
De passagem. O foco está na recolocação com vínculo ou contrato. Trabalho autônomo aparece como alternativa para quando o horário inviabiliza a vaga formal, com as contas dessa escolha às claras.
Em casa dizem que não compensa eu voltar a trabalhar.
A conta doméstica costuma comparar salário com creche e parar aí. O livro monta a conta completa, com progressão de carreira, previdência e o custo de uma pausa que se estende por mais alguns anos.

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Sobre o Autor
Leliane Calegari

Leliane Calegari escreve sobre organização e rotina, vida digital, finanças do dia a dia, limites e dinâmica familiar.

Seu recorte é o cotidiano de quem carrega o funcionamento da casa: a pendência que não sai da cabeça, o arquivo que some, o cuidado que sobra para uma pessoa só.

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