Controle o diabetes e a glicemia — para quem vive com medo e culpa
O prato chega à mesa e a conta começa antes do primeiro garfo. Isso pode? Vai subir? Quanto? Você olha uma fruta como quem calcula risco. O almoço de domingo vira uma negociação silenciosa com você mesmo, e ninguém em volta percebe nada.
O medo é um regulador ruim. Aperta demais, funciona por alguns dias e quebra no primeiro deslize. Vem a culpa, vem a sensação de ter estragado tudo, vem a desistência — que costuma sair muito mais cara do que o deslize que a provocou.
Controle a Glicemia sem Terror troca a lista de proibições por entendimento. O que faz a glicose subir, o que segura, por que o mesmo alimento se comporta de um jeito sozinho e de outro no meio de uma refeição. Quando o mecanismo fica claro, a decisão sai do terreno da obediência e volta para você.
Há espaço para a compulsão, que raramente tem a ver com força de vontade. Ela costuma aparecer depois de horas mal alimentadas, no fim de um dia difícil, e se alimenta da culpa que vem em seguida. Leliane Calegari trata do que fazer no meio de um episódio desses e do que fazer no dia seguinte, sem penitência.
O objetivo é uma rotina que continue existindo em semana cheia, em festa de aniversário e em viagem. Comer com atenção, e não com pavor. O corpo lê o conjunto da semana, e não o prato de domingo.
O medo não regula glicemia. Ele só encurta a distância entre a proibição e o deslize. O que sustenta é entender o que está acontecendo dentro do prato.
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