Fortaleça a autoestima depois de uma crítica — para quem remói
Passou uma semana e a frase continua voltando sozinha em qualquer intervalo do dia: na fila, no banho, na hora de dormir. Quem disse esqueceu ainda naquela tarde e seguiu a vida. Você não.
O que faz uma crítica grudar não é a crítica. É o que acontece depois, dentro da sua cabeça: a repetição, a caça por evidências que confirmem, a releitura de conversas antigas à luz do que foi dito. O comentário durou segundos e o processamento dura semanas.
Uma Crítica Não Te Define separa o retorno que informa do que apenas descarrega. Nem toda crítica merece exame, e algumas merecem exame inteiro. A triagem não passa pelo quanto doeu: dói mais quando vem de quem importa, e isso nada diz sobre a qualidade do que foi falado. Existe um filtro antes da reação, e ele pode ser aprendido.
Depois vem o encolhimento, que é a parte cara. Você deixa de opinar na reunião, relê a mesma mensagem até perder a noção do que ela dizia, escolhe o caminho que não expõe. A vida vai ficando menor de forma discreta e cada recuo se apresenta como prudência. Recuperar terreno depois custa mais do que evitar o primeiro recuo.
Autoestima que depende de aprovação funciona enquanto a aprovação chega. O que segura em dia ruim é ter critério próprio sobre o próprio trabalho e saber de quem você aceita opinião.
Quem falou seguiu o dia adiante. Você ficou com a frase, relendo. O tempo que ela permanece na sua cabeça é a única parte dessa história que ainda está sob o seu controle.
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