Pare de se comparar com o reflexo dos outros e descubra a beleza que seu Criador vê em você.
Você abriu o aplicativo para ver uma coisa só e saiu de lá avaliando o próprio corpo, a própria casa, o próprio casamento e o próprio ritmo de vida contra recortes escolhidos por outra pessoa. Ninguém disse nada sobre você. A conclusão apareceu do mesmo jeito, e chega pronta.
A voz que faz esse cálculo não usa insulto. Usa comparação, que soa objetiva. Diz que você está atrasada, que outra mulher deu conta do que você não deu, que existe um padrão do qual você está a certa distância. E como o padrão muda de estação em estação, a distância nunca fecha.
O cansaço vem de onde você mede. Aparência muda. Relacionamento depende de outra pessoa. Carreira sobe e desce. Maternidade não acontece para todo mundo no tempo que todo mundo espera. Cada uma dessas fontes já foi tesoura em algum momento da sua vida, e mesmo assim você volta a elas, porque são as que estão à mão.
O Espelho da Alma desloca a pergunta. Em vez de perguntar o que precisa mudar em você para o veredicto melhorar, examina quem tem autoridade para emitir veredicto. Os encontros de Jesus com mulheres nos evangelhos são o material: em cada um deles alguém chega classificada por uma comunidade inteira e sai com outra identidade.
Identidade recebida funciona diferente de identidade conquistada. A conquistada precisa ser defendida todo dia contra a próxima comparação. A recebida não depende do que você produziu esta semana nem do que apareceu no feed hoje de manhã. O Salmo 139 diz de onde vem a segunda, e é dali que o livro parte.
Identidade conquistada precisa ser defendida contra a próxima comparação. Identidade recebida não depende do que você produziu esta semana nem do que apareceu no feed hoje de manhã.
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