Fortaleça a autoestima e cale a autocrítica — para quem se diminui
Alguém elogia o seu trabalho e, antes de você agradecer, a resposta já está formada por dentro: eles não sabem como aquilo foi feito, não viram o que ficou de fora, não sabem quanto ali foi sorte. Você erra em algo pequeno e a mesma voz confirma que era previsível.
Esse comentarista trabalha com dois pesos. Falha entra no registro permanente, com data e detalhe. Acerto entra como exceção, sorte ou favor de alguém. Depois de anos assim, o balanço parece objetivo, porque foi montado inteiro com fatos verdadeiros — selecionados por um lado só.
A autocrítica passa por exigência, e por isso ninguém a questiona. Ela promete que você vai melhorar sob pressão, e a promessa soa responsável. Na prática, consome a energia que faria você melhorar, adia cada decisão até que alguém de fora confirme que ela está certa, e cobra essa permissão de novo na decisão seguinte.
O Espelho Mente começa pelo diagnóstico: qual versão distorcida do espelho é a sua, porque cada pessoa tem a sua preferida. Depois vem a conta — o que essa leitura já custou em relações, em oportunidades recusadas, em coisas que você deixou de pedir. E então o trabalho lento de construir uma avaliação de si que não dependa da nota da última semana.
O espelho da sua cabeça registra cada falha e apaga cada acerto. O relatório que ele entrega é honesto na aparência e falso no total.
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