Liberte-se da fome emocional e da compulsão — para quem come demais
A discussão terminou há pouco e você já está na cozinha. Nada dói, nada falta, o corpo não pediu nada. Ainda assim a mão abre o armário e procura alguma coisa para mastigar enquanto o assunto continua girando na sua cabeça. Você nem escolhe direito: pega o que está mais perto e come em pé, com a porta ainda aberta.
Comer funciona por um instante, e é isso que sustenta o hábito. A mastigação ocupa, o sabor distrai, o desconforto sai do primeiro plano. Quando o efeito passa, a emoção continua inteira onde estava — agora acompanhada de culpa, que é mais um desconforto pedindo o mesmo anestésico.
A fome do corpo chega devagar, aceita quase qualquer alimento e para quando o estômago avisa. A outra chega de repente, tem endereço certo, escolhe textura e sabor, e não desliga quando o prato acaba. Reconhecer qual delas bateu à porta é a primeira decisão, e ela acontece antes da cozinha.
A Fome que Nenhum Prato Sacia não briga com a comida. Trabalha o que vem antes do impulso: o cansaço que ninguém nomeou, o tédio do fim da noite, a solidão dentro de casa cheia, a raiva que não teve para onde ir. Quando o que empurra é tratado, a geladeira deixa de ser campo de batalha e volta a ser geladeira.
Nenhum prato foi feito para resolver uma emoção. Ele adia. E o que se adia com comida costuma voltar acrescido da culpa de ter comido.
Leitura gratuita para assinantes do Kindle Unlimited.
Comprar na AmazonVocê será redirecionado para a Amazon.com.br